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Von: PÚBLICO
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De segunda a sexta às 7h. Antes de tudo: P24. O dia começa aqui2026 PÚBLICO Politik & Regierungen
  • EUA ameaçam Irão, China alerta para o aventureirismo militar
    Jan 30 2026

    Os EUA enviaram para o Golfo Pérsico uma frota maior do que aquela que tinham enviado para a Venezuela, aquando do rapto de Nicolás Maduro. E o presidente dos EUA voltou a ameaçar o Irão e disse esperar que a república islâmica se sente à mesa para negociar um acordo sobre o seu programa nuclear.

    Os EUA querem que o Irão termine de vez com este programa nuclear (permitindo a entrada de peritos da ONU e dando a gestão do seu urânio enriquecido a um país terceiro), querem acabar com a capacidade iraniana de disparar mísseis de longo alcance e remover o seu líder supremo, Ali Khamenei.

    No início do mês, Trump mostrou-se disposto a intervir e disse que a “ajuda” estava “a caminho”, em resposta à repressão brutal das autoridades sobre os iranianos que participaram em manifestações em massa contra a liderança do país.

    Os EUA vão mesmo atacar o Irão? E se isso acontecer, que efeitos terá esse ataque na região e como reagirá a China? Pequim alertou contra o “aventureirismo militar” dos EUA. “O uso da força não resolve os problemas” disse o embaixador chinês na ONU.

    Tiago André Lopes, professor de Estudos Asiáticos e Diplomacia na Universidade Lusíada do Porto, é o convidado do P24 quando se fala do Irão.

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    15 Min.
  • Mais um fenómeno climático extremo a alertar-nos para as ameaças do futuro
    Jan 29 2026

    O país, em especial a zona oeste, está novamente de luto. Ventos com rajadas de 150 km hora, chuvas diluvianas durante horas voltaram a aparecer e a causar um dantesco rasto de destruição e perdas. Quem atravessasse a zona do histórico Pinhal de Leiria ontem de manhã podia ter uma ideia da tempestade que acontecera. Milhares de árvores tinham sido arrancadas do chão ou quebradas como se fossem palitos. A principal auto-estrada que liga as duas maiores cidades do país esteve encerrada e a circulação dos comboios em toda a extensão da Linha do Norte estava suspensa. Até ao final da tarde de ontem, centenas de milhares de portugueses continuavam sem electricidade. Concelhos como Leiria ou Pombal estavam mergulhados no caos. Pelo menos cinco mortos estavam confirmados.

    Há anos que as ciências do ambiente avisam para a multiplicação de fenómenos climáticos extremos como o da madrugada de terça-feira. Se a sua prevenção exige um esforço global que o cinismo do nosso tempo não parece tolerar, a obrigação de preparar a infra-estrutura básica do país para lhe resistir é cada vez mais indispensável. Quando a ligação entre duas cidades fica proibida, quando empresas têm de parar por falta de electricidade, quando os campos agrícolas inundam ou são devastados pelo excesso de água, todo o país sofre.

    Para sabermos o que está a ser feito para controlar esses danos e avaliar a resiliência do país a estes fenómenos, é preciso ouvir a engenharia. Foi esse o propósito do P24 de hoje, que convidou para este episódio Bento Aires, Presidente do Conselho Directivo Regional do Norte na Ordem dos Engenheiros. Bento Aires é também docente convidado da Porto Business School (PBS), onde desempenha ainda funções de coordenador de Programas Executivos.

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    14 Min.
  • A Europa aposta no comércio global para travar a ameaça de Trump
    Jan 28 2026

    As palavras da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, no final da ronda negocial encerrada esta semana com o governo indiano, em Nova Deli, ficam para memória futura: a parceria entre a segunda e a quarta maiores economias do mundo é a mãe de todos os acordos, disse Von der Leyen. Ao reduzir ou eliminar tarifas nas trocas comerciais entre estes blocos, cria-se uma lenda de dois gigantes apostados em defender o interesse mútuo através da negociação e do livre comércio. A mensagem, decisiva e clara, dirigia-se aos dois mil milhões de pessoas que na Europa e na Índia vão beneficiar do acordo. Mas dirigia-se também ao inquilino da Casa Branca que se tem empenhado em abolir ou destruir a ordem económica baseada no multilateralismo e no comércio global.

    Tanto como um interesse económico, o esforço da Europa para fechar processos negociais que duram há décadas envolve outras preocupações. Contra a geopolítica das esferas de influência, a União insiste na bondade do comércio livre com todos. Foi com base neste empenho que fechou o acordo com o Mercosul, que entretanto, os lobbies do Parlamento Europeu trataram de adiar por mais um ano, pelo menos. Foi também com base nessa visão, que conserva a ordem multilateral e global do Mundo, que fechou o acordo com a poderosa Índia.

    No futuro próximo, as exportações europeias para a Índia, que rondaram os 114 mil milhões de euros, poderão crescer mais 16 mil milhões, de acordo com uma estimativa do Allianz Bank​. Os carros europeus, que pagavam taxas de 110%, passarão a pagar 10% até um limite de 250 mil viaturas exportadas. E Portugal pode beneficiar, entre outras exportações, com a baixa de impostos alfandegários a máquinas e equipamentos ou aos vinhos.

    O que significa esta aceleração da Europa nas parcerias comerciais com blocos como o Mercosul ou potências emergentes como a Índia? Como situar estes acordos na crescente degradação da relação da Europa com os Estados Unidos? Será que a União Europeia luta por liderar a velha ordem multilateral contra as tentações hegemónicas dos Estados Unidos, China e Rússia?

    Rita Siza, jornalista e correspondente do PÚBLICO em Bruxelas, acompanha a par e passo a estratégia europeia neste novo mundo multipolarizado e incerto. A Rita tem uma longa carreira no acompanhamento das grandes mudanças tectónicas da política internacional. Antes de ir para Bruxelas, esteve anos em Washington como correspondente deste jornal.

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    17 Min.
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