A Europa aposta no comércio global para travar a ameaça de Trump
Artikel konnten nicht hinzugefügt werden
Der Titel konnte nicht zum Warenkorb hinzugefügt werden.
Der Titel konnte nicht zum Merkzettel hinzugefügt werden.
„Von Wunschzettel entfernen“ fehlgeschlagen.
„Podcast folgen“ fehlgeschlagen
„Podcast nicht mehr folgen“ fehlgeschlagen
-
Gesprochen von:
-
Von:
Über diesen Titel
As palavras da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, no final da ronda negocial encerrada esta semana com o governo indiano, em Nova Deli, ficam para memória futura: a parceria entre a segunda e a quarta maiores economias do mundo é a mãe de todos os acordos, disse Von der Leyen. Ao reduzir ou eliminar tarifas nas trocas comerciais entre estes blocos, cria-se uma lenda de dois gigantes apostados em defender o interesse mútuo através da negociação e do livre comércio. A mensagem, decisiva e clara, dirigia-se aos dois mil milhões de pessoas que na Europa e na Índia vão beneficiar do acordo. Mas dirigia-se também ao inquilino da Casa Branca que se tem empenhado em abolir ou destruir a ordem económica baseada no multilateralismo e no comércio global.
Tanto como um interesse económico, o esforço da Europa para fechar processos negociais que duram há décadas envolve outras preocupações. Contra a geopolítica das esferas de influência, a União insiste na bondade do comércio livre com todos. Foi com base neste empenho que fechou o acordo com o Mercosul, que entretanto, os lobbies do Parlamento Europeu trataram de adiar por mais um ano, pelo menos. Foi também com base nessa visão, que conserva a ordem multilateral e global do Mundo, que fechou o acordo com a poderosa Índia.
No futuro próximo, as exportações europeias para a Índia, que rondaram os 114 mil milhões de euros, poderão crescer mais 16 mil milhões, de acordo com uma estimativa do Allianz Bank. Os carros europeus, que pagavam taxas de 110%, passarão a pagar 10% até um limite de 250 mil viaturas exportadas. E Portugal pode beneficiar, entre outras exportações, com a baixa de impostos alfandegários a máquinas e equipamentos ou aos vinhos.
O que significa esta aceleração da Europa nas parcerias comerciais com blocos como o Mercosul ou potências emergentes como a Índia? Como situar estes acordos na crescente degradação da relação da Europa com os Estados Unidos? Será que a União Europeia luta por liderar a velha ordem multilateral contra as tentações hegemónicas dos Estados Unidos, China e Rússia?
Rita Siza, jornalista e correspondente do PÚBLICO em Bruxelas, acompanha a par e passo a estratégia europeia neste novo mundo multipolarizado e incerto. A Rita tem uma longa carreira no acompanhamento das grandes mudanças tectónicas da política internacional. Antes de ir para Bruxelas, esteve anos em Washington como correspondente deste jornal.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
