Imagine construir um shopping inteiro, pagar a luz, a segurança e a manutenção, e ver o pedágio ficar todo com o aplicativo de mapa que apenas guiou o cliente até a porta. A imagem aparece neste episódio de O Compilado para explicar por que uma empresa pode manter todos os seus ativos e ainda assim perder a margem. Apontar o plano para a frente errada custa tão caro quanto decidir errado.
Neste episódio de O Compilado, Lucas Röttgering e os hosts virtuais partem de uma pergunta que a diretoria raramente faz, de onde vem o crescimento das empresas, e chegam ao critério que ninguém questiona na hora de fixar uma meta. A discussão vai das fontes do crescimento até o isomorfismo institucional, passando pela migração de valor, pelo retail media, pela IA agêntica e pela teoria da desconfirmação de expectativas. A base das reflexões vem de lideranças como Patrick Viguerie, Sven Smit e Mehrdad Baghai, Mats Georgson, Marcos Malagris, Mário Soma, Julia Kinner, Pedro Campos, Adrian Slywotzky, Dante Lima, Vanderlei Reis, Babi Tonhela, Mônica Pucci Simão, Rodrigo Fernandes, Richard Oliver, Daniela Fantinati, Michel Alcoforado, Ana Cristina Antunes, Ariel Acosta, Thiago Henrique Fagundes, Paul DiMaggio e Walter Powell, Vanessa Spirandeo, Thais Sígolo, Hugo de Jesus Gonçalves e Márcio Oliveira.
Vale ouvir e ler. A newsletter entrega os dados e os frameworks, e o episódio transforma esse material em uma conversa densa.
* Perspectivas diferentes valem mais que modelo importado de fora.
* O estudo da McKinsey sobre as fontes do crescimento das grandes empresas.
* Dos 8,6% de crescimento médio, só 0,1 vem de ganho de share.
* Mats Georgson e a ilusão do plano anual que desce do topo.
* Havaianas e Ipanema: o líder defende a distinção, o desafiante precisa diferenciar.
* Ativar demanda não é gerar demanda no B2B, segundo Mário Soma.
* Priorizar a demanda de maior valor: o caso do protetor solar masculino.
* Slywotzky e a migração de valor: o ativo fica, a margem sai.
* Retail media de R$ 4,8 bilhões: quase nenhuma rede fecha o ciclo.
* Ri Happy: a dívida pesando no caixa antes do Natal.
* IA descrevendo a marca e agentes comprando sozinhos na Black Friday.
* Silos entre financeiro e CRM escondem quem deu desconto à toa.
* Richard Oliver e a satisfação como hiato entre expectativa e entrega.
* Bauducco e a regra de rotulagem cumprida com expectativa quebrada.
* Para 34% dos consumidores, durabilidade vale mais que novidade (7%).
* Reputação nasce de cases documentados, não de comentário automatizado.
* O cliente ignora a sigla CS e quer o problema resolvido.
* DiMaggio e Powell e a gaiola de ferro do isomorfismo institucional.
* Vanessa Spirandeo e a tropicalização de marcas globais sem rótulo de geração.
* Pequenas empresas copiam o funil das grandes e esquecem o motivo dele.
* Márcio Oliveira: cada meta deve mostrar de onde veio o critério.
A provocação final: quando foi a última vez que o seu plano anual pôs ao lado de cada meta a origem do critério e o nome de quem pode revisá-lo?
Conduzido por Lucas Röttgering, O Compilado é sua dose semanal de inteligência estratégica sobre marketing e negócios. Uma curadoria pessoal para quem está na linha de frente das decisões. Parte do ecossistema de Thought Leadership da Marketing is Dead.
☕ Prepare o seu café (ou uma soda italiana de limão com manjericão) e dê o play!
★ Avalie o podcast com 5 estrelas no Spotify, isso ajuda muito o projeto a crescer. E assine a newsletter da Marketing is Dead para continuar essa conversa: 👉 https://marketingisdead.substack.com/