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Von: RFI Brasil
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Bate-papo com os correspondentes da RFI Brasil pelo mundo para analisar, com uma abordagem mais profunda, os principais assuntos da atualidade.France Médias Monde Politik & Regierungen
  • UE reforça presença na Groenlândia e acena com acordo na Otan; França diz desconhecer os detalhes
    Jan 23 2026
    Os europeus decidiram reforçar a presença na Groenlândia e indicaram que em breve deverá ser anunciado um acordo entre os Estados Unidos e os demais países da Otan. A decisão, tomada durante uma cúpula de emergência do Conselho Europeu, realizada na noite desta quinta-feira em Bruxelas, expôs a cautela europeia diante das iniciativas diplomáticas de Donald Trump. Artur Capuani, correspondente da RFI em Bruxelas Segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, qualquer entendimento sobre a Groenlândia deve ocorrer no âmbito da aliança militar. O presidente americano já havia afirmado que tinha fechado um acordo com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que permitiria aos Estados Unidos 'acesso total' à ilha. Nesta sexta-feira (23), o ministro francês das Relações Exteriores, Jean‑Noël Barrot, disse não ter ainda detalhes do acordo, mas reiterou o apoio da França à soberania dinamarquesa e às autoridades groenlandesas, destacando que a Dinamarca é o principal ator das negociações. Barrot afirmou que poderá visitar a Groenlândia nas próximas semanas. De acordo com o jornal The New York Times, o acordo em discussão inclui a implementação de uma nova missão da Otan no Ártico, a atualização do acordo de 1951 entre Dinamarca e Estados Unidos para ampliar o acesso americano à Groenlândia, a construção de bases militares soberanas em partes do território para o desenvolvimento do sistema de defesa antimíssil dos EUA e restrições para impedir a exploração de terras raras por Rússia e China sob a camada de gelo da ilha. Mark Rutte afirmou que agora cabe aos altos comandantes da aliança trabalhar nos requisitos adicionais de segurança e que esse processo pode avançar rapidamente. Ursula von der Leyen também disse esperar divulgar um comunicado conjunto em breve. Tarifas e Conselho de Paz A crise envolvendo a Groenlândia também teve impacto direto nas relações comerciais. Com o avanço do acordo no âmbito da Otan, Trump recuou e derrubou as tarifas de 10% aplicadas aos países que enviaram tropas para a ilha. Diante desse gesto, o Conselho Europeu decidiu mudar o tom e avançar com a aprovação do acordo tarifário entre a União Europeia e os Estados Unidos, fechado no ano passado. O texto estava com a aprovação congelada no Parlamento Europeu após as ameaças de Trump, mas agora a tendência é que volte a tramitar. Outro tema sensível discutido na cúpula foi o Conselho de Paz lançado por Trump durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos. No evento, a Hungria foi o único país da União Europeia representado, por meio do primeiro-ministro Viktor Orbán, aliado ideológico do presidente americano. A Itália também sinalizou que deve integrar o grupo, devido à proximidade da primeira-ministra Giorgia Meloni com Trump. Ainda assim, a maioria dos países europeus não aderiu à iniciativa. Em comunicado divulgado após a cúpula, o bloco deixou claro seu posicionamento. Segundo Antonio Costa, presidente do Conselho Europeu, os Estados-membros têm sérias dúvidas sobre diversos elementos da carta do Conselho de Paz de Trump, especialmente em relação à sua aplicação e à compatibilidade com a Carta da ONU. Mesmo assim, Costa afirmou que a União Europeia está disposta a trabalhar conjuntamente em um plano de paz para Gaza e nas negociações entre Rússia e Ucrânia. Acordo UE-Mercosul A reunião também trouxe sinalizações sobre o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Apesar da expectativa de que o tema voltasse formalmente à pauta, o processo segue travado após o Parlamento Europeu decidir levar o acordo à justiça europeia, o que pode congelar a aprovação por até dois anos. Existe, porém, a possibilidade de a Comissão Europeia colocar em vigor de forma interina a parte comercial do tratado, mesmo sem a aprovação do Parlamento e sem uma decisão da Corte Europeia. Essa parte comercial é considerada a mais relevante, pois permitiria iniciar a redução das tarifas entre os dois blocos. Antonio Costa deixou claro que espera que a Comissão avance nessa direção. Ursula von der Leyen afirmou que ainda não há uma decisão tomada, mas indicou que, assim que um dos países do Mercosul concluir seus procedimentos internos de validação, a Comissão já terá uma posição definida e pronta para ser anunciada. O acordo, portanto, pode viver mais uma reviravolta nos próxim
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  • Conselho da Paz de Trump para Gaza: as expectativas de israelenses e palestinos
    Jan 22 2026
    O Conselho da Paz nasceu com foco no conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza. Mas, agora, é um projeto mais amplo e com metas ambiciosas defendido pela administração norte-americana. Especificamente na Faixa de Gaza, a Casa Branca afirma que o objetivo do Conselho da Paz é colocar em prática os 20 pontos do plano de Donald Trump que estabeleceu em outubro do ano passado o cessar-fogo entre Israel e Hamas. Henry Galsky, correspondente da RFI em Israel Apesar de acusações de violações entre as partes e da fragilidade da situação, a guerra parou. O plano de Trump para a Faixa de Gaza tem metas importantes, como a desmilitarização do território, a retirada das tropas israelenses, a introdução de uma Força Internacional de Estabilização (ISF, em inglês), o desarmamento do Hamas e a reconstrução de Gaza. Segundo uma fonte com a qual a RFI conversou, uma das principais dúvidas em Israel é em relação ao momento em que cada uma dessas metas passará a ser cumprida. Ou seja, se cada um desses passos será dado de forma escalonada - e em qual ordem - ou se todos eles vão ocorrer ao mesmo tempo. Arábia Saudita, Argentina, Turquia, Egito, Jordânia, Indonésia, Paquistão, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Albânia, Armênia, Azerbaijão, Belarus, Hungria, Israel, Cazaquistão, Kosovo, Marrocos e Vietnã aceitaram o convite de Donald Trump para integrar a entidade. Segundo a Associated Press, um oficial da Casa Branca disse que a expectativa é que cerca de 30 países façam parte do Conselho. Até agora, cinquenta foram convidados pelos Estados Unidos. Palestinos e a expectativa sobre o governo de transição O Conselho da Paz tem como documento a cumprir o plano de 20 pontos de Trump. O item 19 do plano determina que "à medida que o processo de reconstrução de Gaza avança e o programa de reformas da Autoridade Palestina é implementado, as condições poderão finalmente estar reunidas para um caminho possível rumo à autodeterminação e à formação de um Estado palestino, que reconhecemos como a aspiração do povo palestino". No item seguinte, os Estados Unidos se comprometem "a estabelecer um diálogo entre Israel e os palestinos para que concordem sobre um horizonte político para coexistência próspera e pacífica". A questão desses dois itens é que não há prazos para que eles aconteçam. Não há cronogramas específicos nem a divisão desses objetivos em metas mais palpáveis. Neste momento, a expectativa mais imediata da população em Gaza é sobre a atuação do governo de 15 tecnocratas palestinos que também é resultado do plano de Trump. Este governo de transição, que deverá substituir o Hamas na administração do território, será supervisionado pelo Conselho da Paz. No último domingo, famílias e clãs palestinos na Faixa de Gaza endossaram publicamente este governo de transição. A declaração de apoio ocorreu durante uma manifestação de solidariedade no Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, em Deir al-Balah, na região central de Gaza. Uma da grandes questões que se apresenta ao Conselho da Paz é se ele será capaz de iniciar um movimento para desarmar o Hamas e, se isso acontecer, qual será a reação do grupo extremista palestino. Governo israelense e o dilema do convite de Trump A avaliação em Israel é similar a de boa parte da comunidade internacional; de que, por meio do Conselho da Paz, Trump está em busca de criar uma espécie de alternativa às Nações Unidas. De acordo com a imprensa local, o primeiro-ministro Netanyahu decidiu aceitar o convite para participar da entidade cerca de 24 horas antes do anúncio oficial sobre a criação do mecanismo em Davos, na Suíça. A decisão foi tomada após discussões intensas a partir de três pontos fundamentais: Rejeitar o convite poderia causar algum embaraço ao presidente Trump e levar Israel a não ter influência no Conselho da Paz. Agora, aceitar o convite - como de fato ocorreu - deixa claro que Israel vai sentar-se ao lado de Turquia, Catar e outros países com direito a voto em iguais condições para definir as decisões sobre o futuro da Faixa de Gaza e, no final das contas, sobre a segurança de Israel. Ou seja, na prática Israel legitima as presenças de países como Turquia e Catar que o governo israelense havia deixado claro que não poderiam fazer parte das decisões sobre o chamado "dia seguinte" em Gaza. Embora Israel tenha divulgado um comunicado público de que o país não foi consultado pelos EUA sobre os membros do Conselho da Paz, a informação da imprensa local é de que o texto foi redigido para servir como resposta interna aos membros da própria coalizão de governo, e não com o objetivo real de alterar as decisões do presidente Donald Trump.
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  • Disputa pela Groenlândia provoca a maior crise entre Estados Unidos e Europa em décadas
    Jan 21 2026
    Ameaças do presidente norte-americano, envio simbólico de tropas europeias e risco de guerra comercial transformam uma disputa territorial no Ártico em um teste existencial para a Otan e para a relação transatlântica. Artur Capuani, correspondente da RFI em Bruxelas A disputa em torno da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca no Ártico, deixou de ser um episódio excêntrico da diplomacia internacional para se tornar a maior crise entre Estados Unidos e Europa em décadas. O presidente norte-americano Donald Trump não descarta o uso da força para assumir o controle da ilha, tida por ele como estratégica tanto do ponto de vista militar quanto econômico. Do outro lado, governos europeus e as autoridades locais da Groenlândia rejeitam qualquer negociação nesse sentido. As ameaças de Trump começaram ainda durante o seu primeiro mandato, em 2019, e ganharam força em seu retorno à Casa Branca. Na época, soavam como mais uma declaração exagerada. Os europeus, acostumados a dar respostas políticas e a evitar confrontos diretos com Washington, viram Trump intensificar os ataques. Já é possível dizer que esta é a maior crise diplomática entre os Estados Unidos e a Europa nas últimas décadas. O presidente americano passou a atacar publicamente líderes europeus, sugeriu que Emmanuel Macron pode deixar o poder em breve e divulgou mensagens privadas do presidente francês e do secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Trump também publicou uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece fincando uma bandeira dos Estados Unidos na Groenlândia e anunciou tarifas de 10% sobre países europeus que enviaram tropas para a região, com a ameaça de elevar a taxa para 25% caso não haja recuo até junho. Em meio a essa escalada, o presidente afirmou acreditar que Washington e a Otan chegarão a um acordo que satisfaça “ambos os lados”. Vale lembrar que os Estados Unidos e a maioria dos países europeus fazem parte da aliança militar e que essa crise já é vista como uma questão existencial para a Otan. A reação europeia Desta vez, os europeus finalmente subiram o tom. Durante muito tempo, o continente vinha fazendo vista grossa para as ações de Trump. Agora o cenário é outro, trata-se de uma ameaça direta a um território europeu. O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que a União Europeia não pode aceitar a “lei do mais forte” e cobrou respeito nas relações internacionais. Durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, ele declarou que o bloco prefere estabilidade e crescimento, mas não à custa de intimidação. Nesta quarta-feira (21), Macron solicitou à Otan a realização de um exercício militar na Groenlândia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou o episódio como um sinal de mudança “sísmica” na ordem internacional e garantiu que o bloco não hesitará em responder. A Dinamarca também adotou um tom duro. A primeira-ministra Mette Frederiksen descartou qualquer possibilidade de venda da ilha e afirmou que o continente não pode ignorar o risco de uma ação militar norte-americana. Discurso endossado pelo primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, que não descartou a possibilidade de uma incursão dos Estados Unidos e anunciou que o governo local começou a se preparar para esse cenário. Nos últimos dias, países europeus também enviaram pequenos contingentes militares à Groenlândia, em um gesto mais simbólico do que operacional. A Alemanha deslocou 13 soldados, a França 15, a Suécia três oficiais, Noruega e Finlândia dois cada, e a Holanda apenas um militar. A Dinamarca enviou cerca de 100. Segundo líderes europeus, esses primeiros envios têm como objetivo preparar exercícios militares conjuntos e planejar um reforço maior ao longo de 2026. A frente econômica Em Bruxelas, a questão também é tratada com muita seriedade no campo econômico. Trump já anunciou tarifas de 10% sobre todos os bens importados de países que enviaram tropas para a Groenlândia. A ameaça é elevar essa taxa para 25% se não houver recuo até junho. A resposta imediata da União Europeia foi congelar o acordo tarifário com os Estados Unidos, negociado no ano passado e que ainda precisava ser ratificado pelo Parlamento Europeu. Os eurodeputados estão reunidos em Estrasburgo, e os líderes dos principais grupos políticos afirmam que há consenso para suspender a aprovação. Além disso, duas outras medidas estão sobre a mesa. A primeira é a retomada automática de tarifas contra € 93 bilhões em produtos americanos. Esse pacote estava apenas suspenso e pode entrar em vigor já no início de fevereiro. A segunda é o chamado Instrumento Anti-Coerção, apelidado de bazuca comercial. Ele permitiria à União Europeia limitar investimentos, contratos públicos e até serviços financeiros de países que usem o comércio como forma de pressão política. Um desgaste antigo A crise da ...
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    6 Min.
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