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Psicanálise e Cultura

Psicanálise e Cultura

Von: Psicanalista Sandro Cavallote
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Über diesen Titel

Meu nome é Sandro Cavallote. Sou Psicanalista, professor, escritor e comunicólogo e a ideia deste podcast é falar um pouco sobre psicanálise, inconsciente, Escuta, linguagem, comunicação, tecnologia, cultura, mídia e o que aparecer na mente. Pensar o "Mal-estar da nossa época". Sem um roteiro pré-definido, a construção do conteúdo é basicamente apertar o REC e gravar o que sai, inclusive erros, sons externos do meio ambiente e até atos falhos. Nada de muita formalidade, sem pretensão nenhuma de qualquer coisa. Sejam bem-vindos. Novos episódios semanais. Conheça meu trabalho: https://linktr.ee/Psicanalista Sandro Cavallote Hygiene & gesundes Leben Seelische & Geistige Gesundheit
  • 132 - Psicanálise: substantivo
    Feb 16 2026

    No episódio de hoje do Psicanálise e Cultura, proponho uma reflexão direta e necessária: psicanálise é substantivo.

    Em um tempo em que proliferam versões adjetivadas — psicanálise religiosa, psicanálise cristã, psicanálise coaching, psicanálise “humanizada” — volto à pergunta fundamental: o que acontece quando a psicanálise deixa de ser núcleo e passa a ser complemento?

    Partindo da própria gramática, discuto a diferença entre substantivo e adjetivo para pensar algo maior: a autonomia ética, clínica e teórica da psicanálise. Porque adjetivar nunca é neutro. Todo adjetivo orienta, normatiza, direciona — e, muitas vezes, captura.

    Retomo Sigmund Freud, suas advertências sobre neutralidade, abstinência e responsabilidade ética, e passo por Sándor Ferenczi e Donald Winnicott para sustentar uma ideia central: as transformações e debates internos à psicanálise nascem de dentro do campo — não da submissão a morais externas ou a demandas de mercado.

    Sustentar a psicanálise como substantivo é, hoje, uma posição ética e política. É recusar sua banalização, sua domesticação e seu uso como instrumento de poder ou de salvação.

    🎧 Dê o play e venha pensar comigo: quando adjetivamos a psicanálise, o que estamos realmente fazendo com ela?

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    15 Min.
  • 131 - Por uma vida sem Instagram
    Feb 9 2026

    Neste episódio do Psicanálise e Cultura, Sandro Cavallote propõe uma reflexão incômoda e necessária sobre o lugar que as redes sociais — especialmente o Instagram — passaram a ocupar na nossa vida psíquica, nos afetos e no desejo.

    Longe de um discurso tecnofóbico ou moralizante, o episódio investiga como as redes deixaram de ser apenas espaços de troca para se tornarem dispositivos de captura da atenção, da subjetividade e do sofrimento. Uma gramática do olhar que organiza o que deve ser visto, desejado e reconhecido — e, muitas vezes, quem merece existir.

    A partir da clínica psicanalítica, da cultura digital e da experiência cotidiana, o episódio discute o esvaziamento do desejo, a lógica da performance, a transformação da vida em conteúdo e o empobrecimento do espaço público. Também aborda a importância da regulamentação das plataformas, da proteção de crianças e adolescentes e da responsabilidade dos adultos na educação midiática.

    “Por uma vida sem Instagram” não é um convite ao abandono da tecnologia, mas à construção de uma relação mais ética, consciente e menos colonizada pelos algoritmos. Uma defesa do direito ao silêncio, à intimidade, à opacidade e ao tempo da elaboração.

    Entre o brilho da tela e a densidade da vida, este episódio convida à pergunta: o que tudo isso faz conosco?

    🎧 Um episódio para quem deseja pensar, sentir e existir para além da lógica da vitrine.

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    18 Min.
  • 130 - Transferência: responsabilidade, afeto e poder
    Feb 2 2026

    🎧 Transferência: responsabilidade, afeto e poder

    Neste episódio do Psicanálise e Cultura, Sandro Cavallote propõe um deslocamento necessário: pensar a transferência não apenas como um conceito técnico, mas como um campo ético, afetivo e profundamente político. A partir de Freud, Ferenczi e Winnicott, a conversa percorre a assimetria da relação analítica, os riscos da idealização, a responsabilidade do lugar de suposto saber e os perigos da captura da transferência como instrumento de poder, tutela ou dominação.

    Quando a escuta vira controle? Quando o cuidado se transforma em violência? E o que sustenta, de fato, a segurança afetiva na clínica? Um episódio para quem entende que, sem ética e responsabilidade, a psicanálise se perde de si mesma.

    🎙️ Apresentação: Sandro Cavallote

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    11 Min.
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