132 - Psicanálise: substantivo
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Über diesen Titel
No episódio de hoje do Psicanálise e Cultura, proponho uma reflexão direta e necessária: psicanálise é substantivo.
Em um tempo em que proliferam versões adjetivadas — psicanálise religiosa, psicanálise cristã, psicanálise coaching, psicanálise “humanizada” — volto à pergunta fundamental: o que acontece quando a psicanálise deixa de ser núcleo e passa a ser complemento?
Partindo da própria gramática, discuto a diferença entre substantivo e adjetivo para pensar algo maior: a autonomia ética, clínica e teórica da psicanálise. Porque adjetivar nunca é neutro. Todo adjetivo orienta, normatiza, direciona — e, muitas vezes, captura.
Retomo Sigmund Freud, suas advertências sobre neutralidade, abstinência e responsabilidade ética, e passo por Sándor Ferenczi e Donald Winnicott para sustentar uma ideia central: as transformações e debates internos à psicanálise nascem de dentro do campo — não da submissão a morais externas ou a demandas de mercado.
Sustentar a psicanálise como substantivo é, hoje, uma posição ética e política. É recusar sua banalização, sua domesticação e seu uso como instrumento de poder ou de salvação.
🎧 Dê o play e venha pensar comigo: quando adjetivamos a psicanálise, o que estamos realmente fazendo com ela?
