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  • “Escrever curou algumas coisas em mim” com Ed Carlos Moraes - Ecos do Marajó #89
    Jan 11 2026

    No episódio 89 do Ecos do Marajó recebemos o escritor e educador Ed Carlos, natural de Anajás, que compartilha sua trajetória na educação e na literatura, a partir do trabalho desenvolvido com crianças nas escolas do município. Durante a conversa, ele relembra as origens, o início da escrita como prática pedagógica, a produção de historinhas ilustradas e como esse trabalho contribuiu para o interesse dos alunos pela leitura e pela permanência na escola. Ao longo do episódio, Ed Carlos afirma que a escrita passou a ocupar um papel central em sua vida, sintetizado na frase que dá título ao programa: “escrever curou algumas coisas em mim”.No diálogo, o escritor fala abertamente sobre o período em que enfrentou problemas com o álcool e como a escrita se tornou uma forma de reorganizar a rotina, lidar com a ansiedade e a depressão e encontrar um novo sentido para seguir. O episódio também aborda o livro Resgatando e desenvolvendo valores, a valorização da identidade anajaense e marajoara, sua entrada na Academia Marajoara de Letras e a defesa de uma atuação mais presente nos territórios, com incentivo à cultura, à juventude e à criação de oportunidades no Marajó.

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  • Quando a primeira marajoara da família entra na universidade com Clarice Bruno - Ecos do Marajó #88
    Jan 8 2026

    No episódio 88 recebemos Clarice Souza Bruno, mestranda do Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia, no campus de Breves. Natural de Melgaço e moradora do rio Mapari grande, Clarice compartilha sua trajetória até a universidade pública e reflete sobre o significado de ser a primeira mulher da família a ingressar no ensino superior federal. Para ela, esse momento representa mais que uma conquista acadêmica: é a realização de um sonho cultivado desde a infância, que envolve sua família, sua comunidade e o território marajoara como um todo.Ao longo da conversa, Clarice apresenta sua pesquisa, que investiga mulheres que chegam à universidade pública como as primeiras de suas famílias, vindas de diferentes territórios marcados por desigualdades sociais e econômicas. A partir de uma perspectiva sensível e situada, ela destaca a universidade como espaço de libertação, pertencimento e produção de conhecimento enraizado no território, reforçando a importância de criar condições de fala para essas mulheres e de pensar a educação como ferramenta de transformação social no Marajó.

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    6 Min.
  • Um sonho que levou quase 40 anos para se materializar - com Agenor Sarraf - Ecos do Marajó #88
    Jan 8 2026

    No episódio 87 recebemos o professor Agenor Sarraf Pacheco para uma conversa sobre a produção de conhecimento no Marajó e a chegada do primeira turma de mestrado em História Social da Amazônia ao interior da região. A partir de uma leitura histórica, o professor destaca que essa conquista é resultado de um sonho coletivo que começou a ser germinado ainda nos anos 1980, com a interiorização da universidade pública, e que agora se materializa como um marco para além da academia, alcançando a sociedade marajoara como um todo.

    Ao longo do episódio, Agenor Sarraf Pacheco reflete sobre a educação como a maior arma de transformação social e sobre a importância de produzir conhecimento a partir do chão marajoara, valorizando memórias, identidades, saberes e territórios. Ele também aponta o protagonismo dos pesquisadores e pesquisadoras locais, a força das pesquisas comprometidas com o desenvolvimento regional e a necessidade de que essas vozes cheguem aos espaços de decisão, reforçando a universidade pública como caminho para a autodeterminação, a justiça territorial e a construção de um futuro marajoara.

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    21 Min.
  • São Benedito de Gurupá: fé popular e tradição - Podcast Ecos do Marajó #86
    Dec 28 2025

    No último episódio do Ecos do Marajó em 2025, a gente conversa sobre a festividade de São Benedito de Gurupá, uma manifestação religiosa e cultural que mobiliza a cidade, reúne gerações e mantém viva uma tradição marcada pela fé, pela folia e pelas promessas. Gravado no dia do encerramento da festa, o episódio traz diferentes vozes que vivenciam São Benedito a partir de lugares distintos, revelando as dimensões espiritual, comunitária e popular dessa celebração tão significativa.🎙️ Quem participa e o que comentaErison Ramos, folião de São Benedito, fala sobre o significado de ser folião, a dimensão religiosa da folia e sua ligação com a ancestralidade e a devoção ao santo.Dona Elenilda da Luz Negrão, devota e guarda de São Benedito, compartilha sua trajetória de vida ligada à festa e explica como participa da celebração há décadas.Emerson Primavera, integrante da diretoria, apresenta as principais procissões da festividade e fala sobre a organização e a emoção de conduzir os devotos.Arlan Portilho, membro da diretoria, relata o trabalho coletivo da coordenação da festa e sua vivência pessoal de fé e serviço.Suely Palheta divide a história da promessa do corte do mastro de São Benedito, mantida por sua família ao longo de gerações.Um episódio especial de escuta, memória e devoção, que mostra como a fé em São Benedito segue sendo vivida, compartilhada e transmitida em Gurupá.

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    23 Min.
  • Ecos do Marajó #85 – Africanidades na Amazônia Marajoara: semana pedagógica em Anajás
    Dec 19 2025

    No episódio 85 do Ecos do Marajó recebemos as professoras Rosiane Brito e Roselina Pinheiro, da escola Maria Iranede Coutinho, no município de Anajás. A conversa acontece a partir da 17ª Semana Pedagógica da escola, que neste ano trouxe como tema as africanidades na Amazônia Marajoara. As professoras compartilham a trajetória da iniciativa, que nasceu dentro da sala de aula por provocação dos próprios alunos e, ao longo dos anos, se transformou em um espaço coletivo de diálogo, visibilidade e valorização da cultura, da história e da identidade marajoara.

    Ao longo do episódio, as educadoras refletem sobre o racismo vivido no cotidiano escolar, muitas vezes naturalizado como brincadeira, e sobre a importância de enfrentar o apagamento das raízes negras na educação. Elas falam da necessidade de trabalhar o tema das africanidades de forma contínua, para fortalecer a autoestima dos estudantes, combater o preconceito e reafirmar que conhecer a própria origem é um caminho de liberdade. A partir de uma perspectiva decolonial, o episódio destaca o papel da escola como território de resistência, memória e formação de gerações mais conscientes em Anajás.

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    13 Min.
  • Ecos do Marajó #84 Homenagem a Fernandezinho, cidadão de Anajás Grande e da Flor da Síria
    Dec 16 2025

    No episódio 84 do Ecos do Marajó, prestamos uma homenagem ao senhor Fernandezinho, cidadão de Anajás Grande, com forte atuação na comunidade da Flor da Síria, na margem do alto Rio Anajás. Este é um episódio especial, dedicado a reconhecer e registrar a trajetória de um homem profundamente engajado no cuidado com as pessoas, no apoio direto às famílias e na construção cotidiana da vida comunitária em uma resistência marajoara.

    Ao longo do episódio, você vai ouvir depoimentos de pessoas que conviveram com Fernandezinho e que citam contribuições como o apoio à escola da Flor da Síria, a ajuda no acesso a documentos, consultas médicas, cirurgias e outras ações que marcaram a vida de muitas famílias da Flor da Síria e comunidades vizinhas do Anajás Grande. Este episódio busca preservar a memória, documentar a história e valorizar quem dedicou a vida ao bem comum, compromisso que orienta o Ecos do Marajó.

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  • Ecos do Marajó #83 – Adolescente de Santa Cruz do Arari no Comitê de Participação do Pará: Naiade
    Dec 13 2025

    No episódio 83 do Ecos do Marajó recebemos Naiade, adolescente moradora de Santa Cruz do Arari, no arquipélago do Marajó. Estudante, percussionista e integrante do Núcleo de Cidadania de Crianças e Adolescentes (NUCA), ela compartilha sua experiência no Comitê de Participação Adolescente do Pará, relatando como se deu sua entrada nesses espaços, os processos de conferência e os desafios de representar o interior em instâncias estaduais de participação.

    Ao longo da conversa, Naiade fala sobre as dificuldades de deslocamento até Belém, a conciliação entre escola e compromissos do comitê, e a importância da educação como principal demanda dos adolescentes de Santa Cruz do Arari. O episódio também aborda o acesso à informação, a participação social e como esses espaços impactam a vida de jovens do interior, reforçando a necessidade de políticas públicas que considerem as realidades amazônicas.

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  • Ecos do Marajó #82 - Reflexões sobre a defesa de Direitos Humano no Marajó com Norma Miranda Hilário
    Dec 11 2025

    No episódio 82 do Ecos do Marajo, um dia após o Dia Internacional dos Direitos Humanos, recebemos Norma Miranda e Raimundo Hilario para discutir a data e os desafios atuais da defesa de direitos no território. A conversa tratou da desvalorização recorrente do tema no debate publico e das dificuldades enfrentadas por quem atua nessa area. Norma destacou a crescente hostilidade contra defensores, a amplificação de discursos que atacam minorias e a necessidade de fortalecer redes entre movimentos sociais, serviços publicos e comunidades para enfrentar violações que atingem mulheres, crianças, populações ribeirinhas e o meio ambiente.

    Raimundo Hilario acrescentou elementos centrais para compreender a situação dos direitos humanos no Brasil, destacando que a escravidão representa uma das maiores violações historicas e que seus efeitos ainda atingem comunidades quilombolas. Mencionou também discussões recentes da COP30 sobre ataques a povos tradicionais, especialmente quilombolas, indígenas e extrativistas que defendem a Amazonia. Ressaltou que a proteção de direitos envolve garantir vida, território e condições basicas de existência, e que diferentes grupos, incluindo juventudes, povos de terreiro, população LGBT e anciões, atuam como defensores. O episódio reforçou a necessidade de monitoramento permanente, articulação entre atores sociais e fortalecimento de mecanismos de proteção no Marajo.

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