• Olho d’Água: Saberes ancestrais e a ciência da floresta
    Mar 17 2025
    Saberes ancestrais e práticas milenares de manejo da floresta são a base da ciência indígena na Amazônia.

    No episódio de hoje, exploramos como o conhecimento tradicional – que une a observação minuciosa da natureza, os rituais ancestrais e a percepção dos ciclos do mundo – revela caminhos inovadores para a conservação e restauração dos ecossistemas amazônicos.

    Para entender essa integração entre os saberes indígenas e a ciência ocidental, e como essa sinergia pode transformar as políticas de preservação da floresta, conversamos com Justino Rezende, acadêmico indígena do povo Utã pino pona-Tuyuka, que tem atuado como ponte entre os conhecimentos ancestrais e as metodologias acadêmicas.

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    Ouça agora e mergulhe nos assuntos profundos da maior floresta tropical do mundo! 🌊🍃

    Roteiro e locução: Amanda Péchy.
    Edição sonora: Rádio Web UFPA.
    Revisão: Glauce Monteiro.
    Identidade visual: Fabricio Vinhas.
    Produção e direção geral: Marcos Colón.


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    22 Min.
  • Facções e narcotráfico na Amazônia
    Dec 18 2024
    O tráfico de drogas e outras atividades criminosas estão enraizadas na Amazônia, afetando comunidades indígenas, territórios ribeirinhos e áreas urbanas. No episódio de hoje, analisamos como o narcotráfico opera na região, explorando suas conexões com crimes ambientais e sua influência em rotas globais de transporte de cocaína.

    Para entender a dinâmica dessas redes criminosas, o impacto na floresta e nas comunidades, e quais caminhos existem para romper esse ciclo de destruição, conversamos com Aiala Colares Couto, professor de geografia na Universidade do Estado do Pará, pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e autor do livro “Geopolítica do Narcotráfico na Amazônia”,

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    Roteiro e locução: Amanda Péchy.
    Edição sonora: João Nilo Ferreira.
    Revisão: Glauce Monteiro.
    Identidade visual: Fabricio Vinhas.
    Produção e direção geral: Marcos Colón.

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    21 Min.
  • Do milagre ao carnaval devoto, o Círio que se amazonizou
    Oct 11 2024
    Neste episódio, vamos explorar a rica história do Círio de Nazaré, que, há mais de 300 anos, une milhares de devotos em uma celebração única na Amazônia. Discutiremos como a festa, que tem suas raízes em Portugal, se transformou em um fenômeno cultural amazônico, incorporando elementos indígenas, afro-brasileiros e caboclos ao longo do tempo.
    Para nos ajudar a entender essa trajetória, conversamos com o professor Aldrin Figueiredo, historiador e especialista em antropologia social, que compartilha sua visão sobre como o Círio se tornou um símbolo de identidade amazônica.

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    Roteiro, locução e edição sonora: Amanda Péchy.
    Revisão: Glauce Monteiro.
    Identidade visual: Fabricio Vinhas.
    Produção e direção geral: Marcos Colón.
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    22 Min.
  • A Psicologia e os Indígenas
    Jul 24 2024
    Este episódio trata temas sensíveis, como saúde mental, depressão e suicídio. Recomendamos ouvir com cautela.

    Neste episódio do Olho d'Água, iremos entender a psicologia indígena e sua importância vital para os povos originários do Brasil.

    Vanessa Terena, psicóloga indígena, nos leva a compreender como a espiritualidade e a conexão com a ancestralidade são essenciais para a saúde mental dos indígenas, revelando a inadequação das práticas psicológicas convencionais.

    Em meio aos alarmantes índices de suicídio entre jovens indígenas na Amazônia e no Mato Grosso do Sul, exploramos histórias de luta e resiliência, destacando os esforços comunitários para enfrentar essa crise. Este episódio é um chamado urgente para uma psicologia mais humana e inclusiva, que respeite e valorize as ricas culturas e tradições dos povos indígenas.

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    Roteiro, produção e locução: Ana Pinho.
    Edição sonora: Filipe Andretta.
    Revisão: Glauce Monteiro.
    Identidade visual: Fabricio Vinhas.
    Produção e direção geral: Marcos Colón.
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    16 Min.
  • Jornalismo valente na Amazônia - com Rubens Valente
    Jun 7 2024
    Nesta sexta-feira, 7 de junho de 2024, além de lembrarmos dos dois anos do assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips, comemoramos o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa.

    A Amazônia Latitude ouviu o premiado jornalista Rubens Valente, que atua há 35 na região amazônica e conhece bem os desafios de se fazer jornalismo na maior floresta do mundo.
    Rubens Valente era amigo de Bruno Pereira e está lançando uma nova série documental sobre o histórico de violência no Vale do Javari.

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    Locução e edição sonora: Filipe Andretta.
    Identidade visual: Fabricio Vinhas.
    Produção e direção geral: Marcos Colón.
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    23 Min.
  • Enchentes no Rio Grande do Sul, crise climática e a Amazônia
    May 28 2024
    Neste episódio, vamos falar sobre as enchentes devastadoras que atingiram o Rio Grande do Sul, resultando em 157 mortes e mais de 580 mil desalojados. Discutimos como esses eventos estão conectados ao aquecimento global e ao desmatamento na Amazônia, que afetam diretamente o clima e a frequência de desastres naturais no Brasil.

    Para entender melhor essa conexão e explorar soluções, conversamos com o doutor Carlos Nobre, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas e membro do IPCC. Ele explica a necessidade urgente de adaptação e ações para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

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    Roteiro e locução: Amanda Péchy.
    Edição sonora: Júlio César Geraldo.
    Revisão: Isabella Galante.
    Identidade visual: Fabricio Vinhas.
    Produção e direção geral: Marcos Colón.
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    20 Min.
  • Bioeconomia e o xadrez global da crise climática
    Apr 9 2024
    Fazia quase dez anos que um presidente francês não visitava o Brasil quando Emmanuel Macron pousou em Belém do Pará na semana retrasada.

    A viagem, que durou três dias e foi recheada até o último segundo de compromissos, deu muito o que falar. E não foi só por causa do bom amor brasileiro, que espalhou pelas redes sociais vários memes comparando as fotos que ele tirou com o presidente Lula com um "ensaio de casamento". Mas porque Macron assinou embaixo de um projeto que prometeu levantar € 1 bilhão para investir na bioeconomia da Amazônia, o que equivale a quase R$ 5,5 bilhões.

    A ideia é juntar todo esse dinheiro em quatro anos, com a participação de bancos públicos e instituições privadas. Aí os fundos seriam usados para trocar o modelo econômico da região amazônica, que hoje é bastante dependente da exploração intensiva de recursos naturais e está diretamente ligado ao desmatamento, por uma alternativa que preserve o meio ambiente, combata as mudanças climáticas e ainda gere lucro.

    A bioeconomia, essa suposta solução para todos os nossos problemas ambientais, tem várias contradições, especialmente sobre como o conceito teórico funcionaria na prática. Além disso, já deu para perder a conta dos novos projetos que chegaram na região amazônica, prometeram mundos e fundos, mas entregaram pouco.Para ajudar a gente a entender o que é bioeconomia, dessas palavras do momento que a gente escuta ao lado de "transição verde", "modelo de baixo carbono", e o que significa esse novo projeto com a França, a gente conversou com Marcela Vecchione Gonçalves. Ela é doutora em Relações Internacionais e pesquisa no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, da Universidade Federal do Pará, como a Amazônia se encaixa no complexo xadrez global das ações climáticas.

    Produção e direção do podcast: Marcos Colón
    Roteiro e locução: Amanda Péchy
    Edição sonora: Filipe Andretta
    Revisão: Isabella Galante
    Arte e montagem do site: Fabrício Vinhas
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    21 Min.
  • Ailton Krenak, o indígena imortal
    Apr 5 2024
    Em setembro de 1987, um homem fez história. A cena aconteceu na tribuna da Assembleia Nacional Constituinte, onde discursavam algumas das pessoas mais poderosas do Brasil. Quem ocupava aquele espaço costumava defender projetos, ideais ou interesses pessoais, com o objetivo de influenciar na redação da Constituição Federal – que seria promulgada no ano seguinte.

    Mas, naquele dia 4 de setembro de 1987, as câmeras registraram um rosto diferente do que costumavam registrar, e os microfones captaram uma voz que não soava como a dos homens brancos que dominavam a tribuna da Assembleia. Naquele dia, Ailton Krenak ocupou um lugar simbólico. Ele mostrou que os diversos povos indígenas brasileiros estavam lá, e que eles exigiam estar também na nova Constituição.

    Conforme ia discursando, Ailton Krenak pintava sem pressa o próprio rosto com uma tinta escura e espessa. Ele tinha 33 anos. Ao final do discurso, a face e as mãos pretas contrastavam com o terno branco e a camisa branca que ele usava. E o seu discurso contrastava, claro, com o pensamento branco que predominava nos debates da Constituinte.

    Nesta sexta-feira, 5 de abril de 2024, Ailton Krenak volta a subir uma tribuna e a ocupar um lugar simbólico. Neste dia, com 70 anos, Ailton Krenak toma posse na Academia Brasileira de Letras e se torna, oficialmente, o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na instituição que existe há mais de 120 anos.

    Para homenagear o ambientalista, poeta e filósofo que agora é o imortal da cadeira número 5 da ABL, a Amazônia Latitude ouviu acadêmicos, escritores, amigos e parceiros de luta. O depoimento de cada uma dessas pessoas ajuda a entender a grandeza de Ailton Krenak e por que sua obra foi reconhecida pela Academia Brasileira de Letras.

    Produção e direção: Marcos Colón
    Roteiro, locução e edição sonora: Filipe Andretta
    Revisão: Isabella Galante
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    17 Min.