• Kleber Mendonça Filho: o cineasta pernambucano que conquistou Hollywood
    Jan 26 2026
    Convidado: Kleber Mendonça Filho, diretor e roteirista de “O Agente Secreto”. No dia 15 de março, Kleber Mendonça Filho percorrerá o tapete vermelho da mais importante premiação do cinema mundial, em Los Angeles (EUA). Na cerimônia do Oscar, ele poderá ver “O Agente Secreto”, filme que escreveu e dirigiu, levar até quatro estatuetas – concorre nas categorias Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco, Melhor Ator (com Wagner Moura) e Melhor Filme. Ainda em janeiro, ele já conquistou dois Globos de Ouro, nas categorias Melhor Filme Internacional e Melhor Ator. Ao todo, seu longa-metragem soma mais de 50 premiações nos festivais de todo o mundo. No Brasil, a produção já levou 1,5 milhão de pessoas aos cinemas. Neste episódio especial do Assunto, Kleber Mendonça Filho conversa com Natuza Nery sobre o que faz de “O Agente Secreto” um filme que vem conquistando a audiência e a crítica especializada em todo o mundo. Ele retorna ao ano de 2020, quando começou a escrever este roteiro, que desde o primeiro momento seria destinado para que Wagner Moura fosse o protagonista. O cineasta também explica o processo de escolha de atores e atrizes que dariam forma aos mais de 60 personagens do longa. Nesta entrevista, Kleber olha para vários aspectos de sua identidade artística. Ele explora sua profunda conexão com Recife, cidade que é personagem de seus filmes e é fonte de inspiração cultural e política para ele. E comenta sobre como foi crescer “ouvindo histórias sobre a História” – ele que é filho da historiadora Joselice Jucá. Por mim, ele reflete sobre o aspecto da memória em sua obra.
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    31 Min.
  • O Agente Secreto e o mais brasileiro dos Oscars
    Jan 23 2026
    Convidado: Waldemar Dalenogare, crítico de cinema, doutor em História e o primeiro sul-americano a entrar para a Critics Choice Association, a maior organização de críticos de cinema e televisão dos EUA e Canadá. A edição 2026 do Oscar registra um recorde para o cinema brasileiro: cinco indicações na premiação. “O Agente Secreto”, filme escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho, concorre a quatro estatuetas. E o diretor de fotografia Adolpho Veloso foi indicado por “Sonhos de Trem” – trabalho filmado quase inteiramente com luz natural, que vem sendo muito elogiado pela crítica internacional. “O Agente Secreto” é o filme brasileiro com o maior número de indicações em todos os tempos, empatado com “Cidade de Deus”, em 2004. O longa concorre nas categorias Melhor Elenco (criada pela Academia nesta edição), Melhor Filme Internacional (a mesma que “Ainda Estou Aqui” venceu em 2025), Melhor Ator (com Wagner Moura, que é o primeiro ator brasileiro a entrar na lista final) e na principal, a de Melhor Filme. Com isso, o Brasil reforça sua posição de força ascendente nas telas de cinema e nas premiações internacionais – ainda este ano, o longa de Kleber Mendonça Filho já havia conquistado duas estatuetas no Globo de Ouro. Em um relato exclusivo para O Assunto, o cineasta fala sobre o poder da memória em sua obra. A respeito das chances que o Brasil tem de vencer no Oscar, Natuza Nery conversa com Waldemar Dalenogare, crítico de cinema e doutor em História. Ele, que foi o primeiro sul-americano a entrar para a Critics Choice Association, comenta também porque os filmes brasileiros passaram a atrair atenção internacional e avalia o que deve ser feito para nossa indústria cinematográfica aproveitar este momento.
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    33 Min.
  • Saúde em risco: a fragilidade da formação médica no Brasil
    Jan 22 2026
    Convidada: Ludhmila Hajjar, médica cardiologista e intensivista e professora titular de Emergências da USP. Nesta semana, o Ministério da Educação divulgou os resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, o Enamed. Dos 351 cursos analisados, 107 receberam notas consideradas abaixo do ideal – ou seja, mais de 30% das faculdades de medicina foram reprovadas. As piores avaliações foram registradas em cursos de instituições públicas municipais e de instituições privadas com fins lucrativos. É um resultado que coloca em xeque a expansão desenfreada de cursos de medicina no Brasil. Na última década, foram abertas mais de 2.500 novas vagas por ano, em média. Hoje, são 494 faculdades de medicina em funcionamento – apenas a Índia, país mais populoso do mundo, tem mais que isso. Para discutir a fragilidade da formação médica no Brasil, Natuza Nery conversa com Ludhmila Hajjar, médica cardiologista e intensivista. Ela, que é professora titular de Emergências da USP, avalia os resultados do Enamed e propõe novos modelos de avaliação para assegurar a qualidade dos estudantes de medicina. Ludhmila também alerta sobre o risco de que hospitais sejam ocupados por médicos malformados: “É uma loteria com chance maior de perder”.
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    27 Min.
  • ICE: o braço repressor da política imigratória de Trump
    Jan 21 2026
    Convidados: Pedro de Abreu Gomes dos Santos, professor de Ciência Política do College of Saint Benedict e da Saint John’s University, no Minnesota; e com Gabrielle Oliveira, professora de Educação e Imigração na Universidade de Harvard e autora do podcast "Uma Estrangeira". Uma família com seis crianças, incluindo um bebê de seis meses, ficou presa em meio a uma confusão entre manifestantes e agentes do Serviço de Imigração dos Estados Unidos, o ICE, em Minneapolis. O carro foi cercado, granadas foram lançadas e um cilindro de gás lacrimogêneo rolou para debaixo do veículo, provocando a explosão dos airbags e enchendo o interior de fumaça. O episódio aconteceu em meio a uma onda de protestos após a morte da americana Renée Nicole Good, de 37 anos, baleada por um agente do ICE no início de janeiro. Desde então, vídeos mostram abordagens violentas, prisões sem explicação e o uso de força contra manifestantes e famílias comuns. Para contar como o ICE surgiu e se expandiu, Natuza Nery entrevista Gabrielle Oliveira, professora de Educação e Imigração na Universidade de Harvard. Autora do podcast Uma Estrangeira, Gabrielle também fala sobre como o governo americano ampliou o recrutamento dos agentes, reduziu o tempo de formação e passou a espalhar essas equipes por cidades e estados sem autorização dos governos locais. Antes, a conversa é com Pedro de Abreu Gomes dos Santos, professor de Ciência Política do College of Saint Benedict e da Saint John’s University, no Minnesota. Ele explica por que o estado virou alvo de Trump e relata como foi sua experiência ao encontrar agentes do ICE. Por fim, ele, que é naturalizado americano, é casado com uma americana e tem filhos americanos, fala do medo que tem de ser separado de sua família.
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    35 Min.
  • A Groenlândia em disputa e a Otan sob ameaça
    Jan 20 2026
    Convidado: Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense). Localizada estrategicamente entre o Ártico e o Atlântico Norte, a Groenlândia é a maior ilha do mundo. São mais de 2 mil km², um território rico em minerais raros e considerado por Donald Trump vital para a segurança dos EUA. A ilha gigante se tornou objeto de cobiça pelo governo americano. O problema: trata-se de um território semiautônomo da Dinamarca. Trump já sugeriu anexar ou adquirir a Groenlândia, mas o governo dinamarquês deixa claro que não tem interesse em negociar a ilha. A Casa Branca aumentou a crise ao anunciar novas tarifas contra oito países europeus que enviaram tropas ao território na última semana. Uma tensão que escancara da fragilidade atual da Europa, e coloca a Otan em risco. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Vitelio Brustolin para explicar por que Trump cobiça a Groenlândia. Professor de Relações Internacionais da UFF, ele responde quais são os interesses militares (como a construção do Domo de Ouro) e estratégicos (caso da rota naval do Ártico) dos americanos na região. Vitelio analisa também as consequências de uma eventual anexação pelos EUA, sobretudo para o futuro da aliança do Atlântico Norte, da qual fazem parte 30 países europeus. Ele aponta os sinais de enfraquecimento da Otan e os riscos deste processo de deterioração: “Seria um cenário catastrófico para o mundo todo”.
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    33 Min.
  • Por que o Brasil está bebendo menos?
    Jan 19 2026
    Convidada: Mariana Thibes, doutora em sociologia e coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA). O desafio começou no Reino Unido, em 2012, e depois se espalhou pelo mundo. O “Janeiro Seco” propõe que se passe o mês inteiro sem consumir uma só gota de álcool. A iniciativa é uma forma de “detox” depois das festas de fim de ano, e para conscientizar sobre os efeitos do álcool no organismo e no humor. É um movimento que pega carona em uma tendência global: a redução no consumo de bebidas alcoólicas. Fenômeno observado em especial no Brasil. É o que atesta uma pesquisa realizada pelo Ipsos-Ipec, com dados de 2025: 64% dos brasileiros declararam não ter bebido álcool durante todo o ano – em 2023, esse número era de 55%. E a queda é ainda mais acentuada entre os jovens: na faixa etária de 18 a 24 anos, a proporção dos que declaram não ter consumido álcool saltou de 46% para 64%. Para explicar as razões deste fenômeno, Natuza Nery conversa com Mariana Thibes, coordenadora do Centro de Informação sobre Saúde e Álcool (CISA). Doutora em sociologia, Mariana avalia que há um hiato geracional na forma como os mais jovens enxergam a bebida – como um problema para a saúde e um risco para as relações sociais. Mariana relembra a relação do brasileiro com as bebidas alcóolicas ao longo do tempo, e analisa os efeitos econômicos desta mudança de comportamento.
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    22 Min.
  • Irã: a crise inédita e a repressão do regime
    Jan 16 2026
    Convidado: Demétrio Magnoli, comentarista da GloboNews e colunista dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo. Os relatos são de execuções, disparos contra adolescentes, necrotérios lotados. Resultado de uma repressão do regime iraniano contra os protestos que tomaram o país nas últimas semanas. Organizações internacionais estimam entre 2 mil e 12 mil mortos. Os números oficiais, no entanto, são desconhecidos, já que o regime cortou o acesso à internet em todo o território iraniano. O tamanho das manifestações é inédito no país, como relembra Demétrio Magnoli em conversa com Natuza Nery neste episódio. Comentarista da GloboNews e colunista dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo, Demétrio fala o que há de diferente nos protestos de agora em comparação aos de 2022, quando uma jovem foi morta por não usar o véu islâmico como manda o regime dos aiatolás, e de 2009, quando o resultado da eleição presidencial foi questionado. Apesar de o estopim das manifestações ter sido econômico, Demétrio aponta como os atos passaram a ter caráter político: manifestantes passaram a exigir a queda do regime dos aiatolás, no poder desde a Revolução Islâmica de 1979. Ele fala também como os EUA têm incentivado as manifestações, dado sinais de que está em negociação com o governo de Teerã, e quais as chances de ação de Donald Trump contra o Irã.
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    28 Min.
  • Banco Master: o avanço da investigação de fraude
    Jan 15 2026
    Convidada: Ana Flor, colunista do g1 e comentarista da TV Globo e da GloboNews. O dono do Banco Master, parentes e parceiros de negócio dele foram alvo de uma nova operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (14). Trata-se da segunda fase da Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no banco. Sob determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, R$ 5,7 bilhões foram bloqueados. Foram apreendidos também R$ 97 mil em espécie, carros e artigos de luxo. Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, foi preso enquanto tentava embarcar em um voo para Dubai. A operação mirou também o próprio Vorcaro e os empresários Nelson Tanure e João Carlos Mansur. A ação gerou atrito entre o ministro Dias Toffoli e a Polícia Federal – o ministro reclamou da demora da PF em cumprir mandados e exigiu que as provas fossem lacradas e guardadas no Supremo. A PF alegou que a decisão de Toffoli travaria a análise dos dados e prejudicaria a investigação. Depois, Toffoli determinou que o material apreendido fique na Procuradoria-Geral da República. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a jornalista Ana Flor. Colunista do g1 e comentarista da Globo e da GloboNews, Ana Flor explica quais suspeitas recaem sobre os investigados nesta nova fase da operação. Ela também relembra todos os últimos capítulos do caso Banco Master e as estratégias utilizadas por Vorcaro para se blindar. E comenta também o pânico que a apreensão do celular dele causa nos bastidores de Brasília.
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    26 Min.