• Marques Lopes: “Ventura um dia será primeiro-ministro, com a ajuda de Cotrim e de Montenegro, se este não fizer nada na segunda volta”
    Jan 15 2026

    Enquanto Trump continua a mostrar ao mundo a sua faceta de cowboy - umas vezes feito xerife e outras mais parecendo ladrão de gado, numa versão ladrão de petróleo ou terras raras -, nós por cá aproximamo-nos da recta final de uma campanha que nos há-de levar a uma segunda volta das presidenciais. Se o retrato que as sondagens nos dão hoje não estiver desfocado, há neste momento três candidatos para duas vagas.

    A tendência de queda deixou Marques Mendes e Gouveia e Melo a quase dez pontos percentuais de um lugar na segunda volta e, em sentido contrário, sempre a crescer nas intenções de voto, Cotrim e Seguro disputam com Ventura quem passa à história no próximo domingo.

    O governo que, para defender o seu candidato, disse dos outros o que Maomé não disse do toucinho, tem aqui uma dificuldade para gerir com o próximo presidente. E se a corrida acabar por ser entre Ventura e Seguro, qual será a posição defendida pelo líder da AD?

    O podcast Bloco Central é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de João Luís Amorim.

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  • Pedro Siza Vieira: “Ventura tem o seu rebanho e os seus eleitores não seguem outro pastor”
    Jan 8 2026

    Donald Trump não nos fez esperar para ficarmos a saber o que nos espera em 2026. Logo no primeiro fim-de-semana do ano, bombardeou Caracas, eliminou a segurança pessoal do presidente da Venezuela e extraditou Nicolás Maduro e a mulher para Nova Iorque onde começarão a ser julgados em Março. Até lá, Trump conta com a manutenção do regime venezuelano para ganhar muito dinheiro com a comercialização do petróleo. Para lá do que aconteceu e da forma como aconteceu, o presidente norte-americano e todo o seu séquito não perderam tempo a mostrar em que direcção vai o mundo: Colômbia, Cuba e Gronelândia são os próximos alvos.

    Por cá, entre ginjinhas e provas de vinho, os candidatos são diariamente chamados a comentar a espuma dos dias e não se torna fácil perceber o que fariam se fossem presidentes da República. Como esta sexta-feira há Conselho de Estado para debater a Ucrânia, a Venezuela e, talvez, a Gronelândia, o país deve poder contar com a diligente acção dos jornalistas na estrada, transformando todos os candidatos em conselheiros de Estado. As sondagens insistem em dizer-nos que, de certeza, haverá segunda volta a 8 de fevereiro com a grande incerteza de existirem cinco candidatos para duas vagas. Umas poucas dezenas de milhar de votos podem fazer a diferença e o voto útil passou a ser o tema mais importante da campanha.

    Está com o Bloco Central, a moderação da conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira é feita por Paulo Baldaia. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho.

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  • 2026: Com um novo Presidente haverá mais ou menos estabilidade? E a economia pode sofrer abalos vindos de fora?
    Jan 2 2026

    Estamos já em 2026, o ano em que vamos escolher um novo Presidente da República e despedir-nos de Marcelo Rebelo de Sousa. Quase tão importante como saber quem será o sucessor de Marcelo, pode vir a ser a eventual confirmação de André Ventura na segunda volta. Quem fica para trás nesse caso? E que consequência terão nos partidos estes resultados?

    Por mais voltas que a política dê e se reforce o papel do populista Ventura, não é expectável que venha aí nova crise política com legislativas antecipadas. Temas como possível revisão constitucional, incluindo debates sobre o papel do Presidente, número de deputados ou poderes do Estado, podem ganhar atenção política ao longo de 2026. A composição do Tribunal Constitucional também vai dar que falar.

    À volta do mundo, é previsível que 2026 será um ano marcado por desafios à ordem internacional, com crises humanitárias persistentes (por exemplo, no Sudão) e tensões geopolíticas que vão testar ainda mais os mecanismos tradicionais de cooperação global.

    Nos Estados Unidos em particular, Donald Trump verá testada nas urnas a sua popularidade. Todo o congresso e um terço do Senado estará em jogo, para lá de uma série de Estados que também terão eleições para governador.

    No primeiro episódio do ano, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira vão olhar para a agenda e tentar perspectivar o que aí vem. Cá no burgo e no resto do mundo.

    A moderação da conversa é de Paulo Baldaia, a sonoplastia é de Salomé Rita

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    56 Min.
  • Figuras e acontecimentos de 2025: Eleições legislativas, Ventura e os imigrantes
    Dec 26 2025

    A fechar o ano, é tempo de fazer balanços, eleger a figura e o acontecimento de 2025, por cá e à volta do mundo.

    A guerra da Ucrânia leva anos, a paz em Gaza fecha uma guerra que começou a 7 de outubro de 2023, reunindo o pior da humanidade com um hediondo ataque terrorista do Hamas seguido por um massacre do exército israelita.

    De tão presente, até podemos ser levados a pensar que Donald Trump tomou posse do segundo mandato há já bastante tempo, mas ainda não fez um ano. O tempo suficiente para acusar a Europa de estar decadente, depois de ajudar a revelar todas as fragilidades de um espaço europeu que dava como certo que a sua defesa seria assegurada pelo poder militar da América. Poder militar que agora ameaça a Venezuela, de uma maneira que nunca foi explícita em relação à Gronelândia e ao Canadá, mas que também estiveram na mira dos interesses do presidente dos Estados Unidos.

    Xi Jinping, que encara olhos nos olhos o poder de Washington, e Vladimir Putin, que aprendeu a tourear o ego de Trump, são os dois políticos que melhor souberam lidar com a nova política externa norte-americana.

    Por cá, a Spinumviva podia ter sido a palavra do ano, mas o povo que votou na sondagem da Porto Editora não ganhou para o susto com o apagão e o país descobriu que já não sabe viver sem internet. A verdade é que foi com o pretexto das suspeitas lançadas sobre Luís Montenegro e sobre a sua empresa familiar que fomos para umas eleições antecipadas que reforçaram a vitória da AD, catapultaram o Chega para liderança da oposição parlamentar e deixaram o Partido Socialista de rastos.

    A Justiça continuou a ser notícia quase diariamente muito por causa da actuação do Ministério Publico, de uma forma geral, e por causa das manobras dilatórias de José Sócrates, no caso particular do processo Marquês.

    Por cá e lá por fora, a migração é tema que alimenta o crescimento da extrema-direita e, em sentido contrário, fortalece o debate sobre o papel que os imigrantes têm em cada país onde trabalham, ajudando no crescimento da economia, contribuindo para a sustentabilidade da segurança social e dando algum calor ao inverno demográfico.

    A Figura do Ano e o Acontecimento do Ano são uma escolha dos comentadores residentes no Bloco Central, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. Paulo Baldaia faz a moderação da conversa, com sonoplastia de Salomé Rita.

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  • Siza Vieira: “Criaram uma campanha negra contra Marques Mendes porque ele está à frente nas sondagens”
    Dec 18 2025

    Mais livre para falar do caso Spinumviva, Montenegro não poupou nas palavras, apontou o dedo a políticos, jornalistas e poder judicial. Garantiu que a averiguação preventiva foi muito mais do que isso, foi mais um inquérito criminal onde tudo foi visto à lupa. O caso parece encerrado para o primeiro-ministro, mas o Ministério Público não pode deixar de esclarecer porque seguiu este caminho.

    A semana estava marcada pela decisão do Tribunal Constitucional que encontrou inconformidades na Lei de Nacionalidades e lá vieram as acusações de politização do Palácio Ratton e regressou o debate sobre a composição do tribunal e até da necessidade de rever a Constituição da República. O assunto entrou na campanha das presidenciais, onde Marques Mendes é agora o favorito e é dos negócios dele que se fala.

    Lá por fora é Putin e a Ucrânia, mais Trump e o resto do mundo à espera de ver como acaba a luta pela Warner. A administração da Warner quer ser da Netflix, a administração norte-americana talvez prefira que ganhem os seus amigos da Paramount.

    O Bloco Central tem moderação de Paulo Baldaia num debate entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. A sonoplastia é de João Luís Amorim.

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    1 Std. und 7 Min.
  • Siza Vieira: “O governo perdeu a mão no processo e não tem condições de aprovar a legislação laboral sem grandes alterações”
    Dec 12 2025

    Num país de pequenas e micro empresas, onde se torna impossível andar a contar o número de trabalhadores que aderiram à greve, governo e centrais sindicais fizeram o que sempre fazem na guerra dos números e todos sabemos que não foi nem oito, nem oitenta. Mas esta greve geral teve um teste de algodão a mostrar que foi um sucesso. A fórmula é do director do Público que nos lembra a mudança de posição do exímio leitor das massas. Se Ventura diz agora que “existem razões para um descontentamento generalizado” é porque a greve geral existiu mesmo. Porquê, pergunta o primeiro-ministro, parecendo ignorar que o seu governo tem em cima da mesa um ante-projecto de revisão da legislação laboral que mexe significativamente nas relações entre trabalhadores e empresas. Se dependesse de Luís Montenegro, a semana teria sido toda dedicada a discutir a medalha de mérito atribuída pela Economist.

    Político que é político até nas greves que defende aparece para trabalhar e houve debate presidencial na televisão já depois de ter havido debate no Parlamento. Por cá, há ainda que voltar a assinalar o reaparecimento do Procurador-Geral da República que se veio queixar de si próprio e repetir que, por ele, nem sequer estava no lugar em que está.

    Lá por fora, a coisa pia mais fino com o Documento de Estratégia Americana e a entrevista de Donald Trump ao Político. Tudo junto resume-se na estafada frase: o mundo está perigoso!

    Venha daí para uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de João Luís Amorim.

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  • Pedro Siza Vieira: “A atuação do Ministério Público no processo Influencer só não é pidesca, porque na PIDE havia quem mandasse”
    Dec 5 2025

    O Ministério Público faz questão de andar na crista da onda e nós por cá temos a função de surfar o que a actualidade nos dá. Esta semana, polícias que fazem parte de um gangue que escraviza imigrantes foram deixados em liberdade porque o tribunal entendeu não considerar, para efeitos de determinar as medidas de coação, escutas telefónicas que não estavam transcritas.

    Com alguma ironia, sugere-se ao Ministério Público que da próxima vez entreguem as escutas à Sábado para que as possam transcrever a tempo de serem apresentadas. Foi lá que pudemos ler as escutas —sem relevância criminal — do processo Influencer. Os procuradores sacudiram a água do capote e insinuaram que a fonte de informação pode ter sido algum dos advogados dos arguidos, porque há matéria que já não está em segredo de justiça interno.

    Este é o país onde se fazem 28 debates para escolher dois candidatos para a segunda volta das presidenciais, sendo certo que, pelo menos, mais um debate será feito para escolher o Presidente. Daremos nota do que pensam os comentadores residentes do Bloco Central, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, sobre esta campanha, a mudança de liderança do Bloco de Esquerda e sobre o embaraço que o governo diz sentir com as filas intermináveis que os turistas têm de ultrapassar para entrar em Portugal.

    A moderação da conversa é de Paulo Baldaia e a sonoplastia de Gustavo Carvalho.

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  • Pedro Marques Lopes: “A nomeação de Carlos Alexandre para investigar o SNS cheira a República dos juízes por todo o lado”
    Nov 28 2025

    Desta vez, sem dramas, a partir desta quinta-feira o país tem o orçamento do próximo ano aprovado.

    Passou mais uma semana de pré-campanha, já lá vão sete debates, já só faltam 21, já todos os candidatos mostraram ao que vêm e o Presidente da República está muito satisfeito com o nível de esclarecimento. Mas ainda falta o Natal e a passagem do ano, antes dos candidatos irem para a estrada medir a temperatura ao povo eleitor.

    O conselho que podemos dar desde já é que a 18 de janeiro não se sinta desmobilizado, porque pelo menos neste ponto as sondagens não se vão enganar: haverá segunda volta a 8 de fevereiro, o domingo anterior ao fim-de-semana de Carnaval.

    Esta foi a semana em que o dia 25 de novembro ganhou honras de data histórica com sessão solene na Assembleia da República, a imitar o 25 de abril, mas sem cravos vermelhos E com rosas brancas. A cor da paz que não foi, no entanto, a cor da temperança com que o Presidente da República gostaria de ver desenhado o nosso futuro colectivo. A direita uniu-se para, reescrevendo a história, encontrar o seu dia, só que acabou por ser uma coisa da elite política sem festa popular, já que uma coisa é engalanar o Parlamento e fazer uma parada militar no Terreiro do Paço e outra bem diferente é dar o estatuto de feriado ao dia D, de Democracia, e permitir ao povo descansar ou fazer a festa.

    À espera de fazer a festa, já lá vão quase quatro anos, a Ucrânia recebeu um plano de capitulação preparado entre norte-americanos e russos, o plano evolui para um plano de paz que foi aceite por Kiev mas, obviamente, deixou de ter o apoio de Moscovo. A guerra? Continua!

    No Bloco Central, semanalmente Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira comentam a actualidade nacional e internacional, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho.

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