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  • T3. E7. Porque o Amor é uma Arte
    Feb 6 2026

    Fernando Pessoa já morreu, mas as cartas de amor continuam bem vivas e tão ridículas, intensas e vulneráveis como sempre. É a partir deste ponto que começa este episódio: entre o amor escrito à mão e o amor deslizado no ecrã; entre envelopes que atravessaram guerras e oceanos e mensagens instantâneas que chegam em segundos… Ou nunca chegam! Este é também, curiosamente, um caso de sucesso no Tinder, da artista Ana Vieira de Castro.

    Neste episódio falamos do que acontece quando o amor acaba. Do que fazer com um coração partido. Do vazio que fica depois de um final. Ignora-se? Preenche-se com distrações? Apaga-se? Ou transforma-se? Num país onde, só em 2023, 58% dos casamentos terminaram em divórcio, colocando Portugal no top 10 da União Europeia (Eurostat, 2023), percebemos que a dor do fim é mais comum do que gostamos de admitir — mesmo que continuemos a tratá-la como um fracasso individual.

    Os dados mostram que, após uma rutura, 55% das pessoas refugiam-se na música, 41% na arte, nos livros ou na escrita e 33% iniciam um novo hobby criativo (Eharmony, 2023). É aqui que entra a história que nos traz hoje: a de uma mulher que, com o coração partido, não apagou o Tinder. Não o usou para esquecer, nem para anestesiar a dor ou colecionar substitutos. Usou-o para olhar. Para ver e ser vista. Transformou a dor em arte e a arte em processo terapêutico.

    A partir de um projeto fotográfico desenvolvido ao longo de um ano, questionamos se o sucesso no amor é um destino… ou uma prática? Se amar bem não será mais parecido com criar: cheio de falhas, revisões, camadas e rasuras, mas feito de intenção e presença. Falamos da diferença entre os ritmos do amor antigo e do amor digital, do tempo que dávamos ao sentimento para se processar e da ansiedade contemporânea em torno da resposta imediata. O que se perdeu? O que se ganhou? Ainda se escreve com o coração?

    Debatemos várias definições de amor: companheirismo, crescimento, perdão com limites, quotidiano; a idealização da pessoa perfeita; a crença na alma gémea entre os mais novos e a convicção dos mais velhos de que o amor se constrói. Percebemos que a maioria das pessoas entra no online dating sem saber o que procura e só pensa nisso depois, muitas vezes à custa do outro. Falamos do uso das apps como máscara para a solidão, da dificuldade (sobretudo masculina!) em falar de emoções fora do digital e da surpresa que é alguém perguntar, num match: “O que é o amor para ti?

    Terminamos com uma ideia simples e radical: não há prazo de validade para recomeçar. Não precisamos de estar inteiros para amar, nem certos para acertar. Às vezes, basta estar presente, com a dor, o desejo, connosco e com o outro. Talvez o amor não seja um sucesso que se atinge, mas um gesto que se escolhe repetir. Com intenção. Dia após dia. Camada sobre camada. Porque o amor pode não vir pronto… Mas pode sempre ser criado.


    Projeto:

    Memories Lost in Time and Space

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    40 Min.
  • T3. E6. Procurar – Swipar – Acertar
    Jan 24 2026
    Esta semana o Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital transforma-se, literalmente, numa sessão de terapia em horário nobre. A convidada é nada mais nada menos do que, Andreia Silva Santos, a psicóloga da Miss Lolita, numa espécie de consulta aberta, gratuita e pública, para nosso benefício coletivo. Porque se há coisa que o online dating nos tem dado, além de matches duvidosos, são feridas emocionais que pedem muita terapia!Neste episódio falamos da perda ambivalente e de luto congelado: aquelas relações que acabam sem nunca acabar, sem um fim claro, deixando-nos suspensos, ansiosos e emocionalmente desregulados, incapazes de fechar ciclos. Num contexto em que a dating fatigue atinge níveis históricos — com 80% das mulheres e 74% dos homens a reportarem exaustão causada por superficialidade, ghosting, perfis falsos e conversas vazias (Forbes, 2024) questionamos se as apps ainda cumprem a promessa de abundância ou se, paradoxalmente, nos deixaram mais sós?Discutimos como o número de pessoas nas apps raramente se traduz em ligações reais e como conhecer alguém online é muitas vezes como comprar roupa pela internet: parece ótimo na fotografia, até experimentarmos e percebermos que não assenta em nós. Falamos da gamificação das apps, da procura constante por algo “melhor” e da dificuldade em escolher porque decidir implica sempre perder. Exploramos também a confusão entre amor próprio e evitamento relacional, a solidão como castigo autoimposto e o uso das apps como estratégia para anestesiar emoções desconfortáveis ou validarmo-nos após uma rejeição. Questionamos o que trazemos de inconsciente para as relações, os papéis de género herdados da Disney, a dança entre estilos de vinculação ansioso e evitativo, e se estamos a curar feridas… ou apenas a cristalizá-las?Acabamos a falar de energia feminina e masculina, da competição que substituiu a cooperação, do amor como vício, da espera eterna pelo príncipe encantado e da dificuldade em largar a idealização. Pelo meio, confirmamos que ninguém sai ileso da vida, que desejar o amor é sinal de saúde mental e que atividades e hobbies continuam a ser uma das formas mais saudáveis de conhecer pessoas. A reflexão final e essencial é: ligamo-nos ao outro a partir da nossa criança ferida ou do nosso adulto disponível? Porque amar não é evitar a solidão, é escolher companhia. E isso exige honestidade, tempo e coragem para completar ciclos antes de começar novos.Este podcast foi produzido com o apoio da Rádio Metropolitana do Porto, consultoria técnica de Rita Sepúlveda, a edição é de Ana Azevedo, o design e logótipo de Joana Lírio e voz de Pedro Cadavez.Livros e Ted Talk Mencionados:Ligados – Dr. Amir Levine e Rachel HellerApontamos ao Amor e Acertamos na Solidão – Ana SuyMais Amor, Menos Doença – António Coimbra MatosHow longing keeps us from healthy relationships - Amanda McCracken
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    49 Min.
  • T3. E5. Entre Swipes, Mágoas, Feridas e Cicatrizes
    Jan 2 2026

    O que é que as setas do Cupido e a cadeira de escritório da Miss Lolita têm em comum? A resposta está no quinto episódio do Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital, onde falamos das mágoas, feridas e cicatrizes emocionais que o online dating vai deixando pelo caminho. A grande questão é: vamos curar feridas… ou pôr o dedo na ferida?

    Quando cerca de 80% dos utilizadores de dating apps entre os 18 e os 33 anos já experienciaram ghosting pelo menos uma vez (Plenty of Fish, 2016), é inevitável perguntar: será que mudamos quem somos — ou a forma como nos apresentamos — depois de algum tempo nas apps? As nossas bios refletem defesa, consciência ou medo? Sabemos, de facto, definir limites claros nas relações que criamos?

    Para nos ajudar a responder a estas perguntas, convidámos o psicoterapeuta João Delicado, que nos guia pelas zonas mais sombrias e sensíveis que transportamos connosco: o que projetamos nos outros, que limites impomos (ou não!) e porque é que a rejeição nos magoa tanto. Revisitamos também os tempos da pandemia e refletimos sobre como a solidão se pode tornar um vício, mas também como a dor emocional pode ser um sinal do que ainda precisa de ser curado. Discutimos se o ghosting é apenas um reflexo da liquidez das relações ou uma estratégia de autorregulação num mundo saturado de estímulos e comunicações constantes. Será ausência de empatia, rebeldia face ao imediatismo ou simples incapacidade de lidar com o desconforto de dizer “não”? Falamos ainda de comunicação indireta, comportamentos infantis e da confusão emocional que surge quando falta autenticidade, porque sem autenticidade não há intimidade, nem verdadeira nutrição afetiva. Questionamos ainda o impacto da validação externa: será que o nosso valor muda com o número de likes e matches? Ou estamos só dependentes de validação externa e presos numa perigosa montanha-russa de autoestima que nos gera ansiedade e instabilidade emocional?

    Terminamos com uma nota de esperança: é possível sarar feridas e avançar. A dor mostra-nos o que precisa de ser revisto para não repetirmos padrões com pessoas diferentes na mesma personagem. Ficam os 3 R’s da ecologia interna: Respirar, para voltar ao corpo; Reconhecer, emoções e histórias por resolver; e Regular, emocionalmente, com pessoas seguras. Porque o amor não é um sentimento — é um processo. E cada relação merece um mapa novo, percorrido a dois. Talvez a melhor bússola seja simples: gostamos da pessoa que nos tornamos dentro daquela relação?

    Este podcast foi produzido com o apoio da Rádio Metropolitana do Porto, consultoria técnica de Rita Sepúlveda, a edição é de Ana Azevedo, o design e logótipo de Joana Lírio e voz de Pedro Cadavez.


    Séries Mencionadas:

    Please Like Me – Prime Video

    Jigsaw – Daniel Sloss

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    49 Min.
  • T3. E4. O Homem Que Mordeu o Tinder
    Nov 21 2025

    Se este episódio tivesse um aviso de segurança, seria simples: risco elevado de gargalhada súbita e possibilidade real de aumento de esperança no amor ou pelo menos, no entretenimento que ele gera. Consumir sem moderação — mas idealmente num local onde não te importes de rir alto.

    Desta vez convidámos um humorista - o Luís Cruz - para abrir connosco as portas da galeria dos horrores das bios do online dating: um museu vivo que mistura dentições completas, pés e cabeças desproporcionais, membros “graciosamente esculpidos”, agricultoras do Farmville, clichés sem vírgulas, mummy e daddy issues em esteróides, e até gatas que praticam o “miau”. Chamámos-lhe uma checklist de recrutamento no LinkedIn do amor, mas é mais um grito de socorro coletivo.

    Entre Hi5, MSN Messenger, Sony Ericssons e Nokias 3310, revisitámos o passado para perceber porque é que o presente continua a ser… isto! D’O Sexo e a Cidade ao “Onde Está o Wally?”, passando por Jude Law, Guilherme Geirinhas e o Alta Definição, descobrimos que a única coisa que não mudou foi a criatividade duvidosa na hora de nos apresentarmos nas apps.

    Falámos do ghosting - que sempre existiu, só que antes chamava-se “saiu para comprar cigarros e nunca mais voltou” -, do novo namorado da Miss Lolita que surgiu misteriosamente do Instagram — prova de que quando há interesse, até o algoritmo se esforça! — e da importância vital de saber onde estão as facas de cozinha (não perguntem, só oiçam!). Discutimos ainda a vantagem inesperada de Portugal não ter TGV, como fazer perfis em época eleitoral pode render votos e apresentamos a nova app Be.ber, cujo lema é simples: “nenhuma boa história começou a seco”. Ciência pura!

    Jogámos ao Duas Verdades e Um Swipe e tivemos babysitting de mães, assaltos à mão armada, jantares com copos suspeitos e a crise da habitação a garantir que dates terminem com… pais a apanhar-te. Chamemos-lhe romance contemporâneo.

    Entre traumas, estagiárias, confissões do Luís e bios tão surreais que deviam pagar renda, concluímos que as apps de dating dão material para stand-up — e Portugal dá o resto: é só deixarem o Luís responder! No fim, sobra só uma verdade universal: mais vale rir para não chorar. E, por favor, usem o ChatGPT para escrever bios decentes. O mundo agradece e as pessoas que estão no online dating também!

    Este podcast foi produzido com o apoio da Rádio Metropolitana do Porto, consultoria técnica de Rita Sepúlveda, a edição é de Ana Azevedo, o design e logótipo de Joana Lírio e voz de Pedro Cadavez.

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    54 Min.
  • T3. E3. Entre o Romeu e o Swipe
    Nov 7 2025
    No terceiro episódio desta temporada perguntamos: ainda há espaço para o amor romântico num mundo dominado por algoritmos e swipes? Numa altura em que os algoritmos decidem quem vemos ou não nas apps, a ideia de alma gémea ainda faz sentido ou estamos a viver um novo paradigma amoroso?Para responder a estas e outras perguntas e conversar sobre o ideal do amor em tempos de love on demand, convidámos um dos maiores românticos em Portugal – Pedro Rodrigues – para nos ajudar a debater se o amor romântico ainda existe ou se estamos apenas a viver uma versão digitalmente editada dele.Segundo a pesquisa The Green Flags Study feita pelo próprio Tinder (2024), 68% das mulheres e 53% dos homens solteiros entre os 18 e os 34 anos, dizem querer uma relação romântica. No entanto, 94% das mulheres e 91% dos homens admitem que o panorama atual dos encontros é mais difícil do que nunca. Numa altura em que o estado do mundo parece menos previsível e menos seguro do que no passado, será que esta falta de previsibilidade e segurança resulta numa maior necessidade de encontrar um parceiro ou numa maior hesitação em tomar decisões e assumir compromissos?Entre dados, filosofia e desilusões, tentamos perceber se a ideia platónica da alma gémea ainda sobrevive. Será que é possível ser-se romântico sem se ser um clichê? E será que as apps de online dating podem ser um bom paliativo para um coração partido? Num episódio recheado de romance percebemos que este conceito está cada vez mais idealizado e falamos do impacto das apps nas nossas projeções, da diferença entre amor e codependência e de como a quantidade - de matches, opções e estímulos - pode estar a matar o encanto da descoberta.Num momento em que vivemos entre o ideal do amor romântico e o love on demand, quisemos perceber qual é afinal o meio-termo entre o amor épico dos filmes e os encontros rápidos e descartáveis das apps, enquanto tentámos encontrar uma possibilidade de reconciliação em que a procura do amor se torna ela própria uma forma de resistência amorosa. Num tempo em que basta um swipe para encontrar o amor e outro para o apagar, a promessa do amor romântico parece ser ainda difícil de abandonar, levando-nos a questionar se esta ideia será mesmo saudável e até que ponto as nossas projeções matam as relações.Terminámos esta conversa a perceber que estamos todos um bocadinho viciados nisto do amor, que os nossos Greatest Hits amorosos não são diários – nem devem ser! – e de como é que a banalidade e a rotina do dia-a-dia representam, elas próprias, o ideal do amor. Afinal de contas, são os pequenos gestos que nos trazem a felicidade que tanto desejamos. Discutimos ainda o papel da literatura e da cultura pop na perpetuação do mito do “felizes para sempre”, e refletimos sobre como é que demonstrar interesse e disponibilidade é o novo desafio do amor num tempo de dating apps.Se alguma vez sentiste que és o único romântico vivo que ainda acredita no amor, este episódio é aquilo que precisas de ouvir. Acompanha a Miss Lolita von Tease, o Sargent Picky e o Pedro Rodrigues nesta conversa sobre vulnerabilidade, idealismo e a difícil arte de amar no século XXI num mundo que não se divide entre o amor romântico ou o amor por encomenda.Este podcast foi produzido com o apoio da Rádio Metropolitana do Porto, consultoria técnica de Rita Sepúlveda, a edição é de Ana Azevedo, o design e logótipo de Joana Lírio e voz de Pedro Cadavez.Livros Mencionados:Pessoas Normais - Sally RooneyTaludes Instáveis - José Carlos Barros
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    37 Min.
  • T3. E2. 👋🏻 Adeus Swipe, Olá DeepBond!
    Sep 26 2025

    Depois de, no episódio anterior, termos criado o manifesto do swipe consciente, desta vez queremos perceber se ainda há espaço para um um amor mais intencional no meio do caos digital. No segundo episódio desta temporada, mergulhamos naquela sensação de estarmos presos num carrossel infinito de swipes, matches e conversas que nunca chegam a lado nenhum. Mas e se existisse uma dating app capaz de quebrar esse ciclo e devolver-nos conexões autênticas, com significado e menos pressa?

    É esse o desafio da DeepBond, a dating app 100% portuguesa criada por Miguel Vieira, nosso convidado neste episódio. Nascida da frustração com relações superficiais e da vontade de transformar o dating em algo mais significativo, a Deepbond quer acabar com a pressa, o vazio e o “tanto faz” do online dating apostando na autenticidade e intencionalidade como bandeira: perfis completos, matches que expiram, e sobretudo os famosos deal breakers — perguntas-chave que ajudam a poupar horas (ou até anos!) de desilusões. Aqui, compatibilidade não se mede apenas por fotografias, mas por valores, estilo de vida e objetivos partilhados.

    Ao longo da conversa exploramos como esta app se diferencia num mercado saturado dominado por gigantes como Tinder ou Bumble. Falamos também de uma aplicação islandesa criada para evitar casamentos entre primos (a famosa Islendiga-App), das potencialidades e riscos da Inteligência Artificial no online dating, da luta contra perfis falsos, e do equilíbrio delicado entre o mundo offline e online. Discutimos ainda os preconceitos que as mulheres continuam a enfrentar, a importância de uma bio bem escrita (sim, uma frase pode ser um deal breaker!), e refletimos sobre a eterna questão: será que o sucesso de uma relação se mede pela duração… ou pelo significado?


    Será que esta aplicação é mesmo o antídoto para o cansaço do swipe? Junta-te a nós neste episódio recheado de humor, testemunhos pessoais sobre a utilização da app e alguns números surpreendentes para descobrir porque é a DeepBond pode não ser apenas “mais uma app”, mas sim um manifesto contra a pressa e a superficialidade que marcam o online dating. No fim do dia, o amor pode até estar à distância de um swipe, mas talvez mereça muito mais do que isso!

    Este podcast foi produzido com o apoio da Rádio Metropolitana do Porto, consultoria técnica de Rita Sepúlveda, a edição é de Ana Azevedo, o design e logótipo de Joana Lírio e voz de Pedro Cadavez.


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    40 Min.
  • T3. E1. 6 Anos de Swipes
    Sep 12 2025

    Seis anos depois do nosso episódio experimental e largos meses depois de termos lançado o episódio zero desta temporada, estamos de volta — e desta vez com reforços de peso! Juntámo-nos à maior especialista de online dating portuguesa, Rita Sepúlveda — que é também a nossa consultora técnica — para responder à grande pergunta: o que mudou no online dating 6 anos depois?

    Em junho, o Bumble anunciou cortes de 30% na sua equipa global, poupando cerca de 40 milhões de dólares anuais (Guardian, 2025). Coincidência? Ou sinal de que o amor pelo swipe já conheceu melhores dias? Por isso, neste episódio falamos do que mudou no mundo do OD, do impacto que a pandemia de COVID-19 teve no amor e nas relações em geral, das expectativas irrealistas que transportamos para as apps e de como a tecnologia não sabe o que é melhor para nós. Tudo isto enquanto confirmamos que não são as dating apps, por si só, que nos vão salvar da solidão e que a tecnologia tem servido para justificar comportamentos profundamente errados, como o caso do ghosting, com base na impunidade que a tecnologia nos traz. Ao longo de uma viagem que nos transportou desde a máquina de matchmaking até ao match de bolso, passando pelo engate do teletexto e pelo famoso “ddtc” do MIRC, constatamos que, apesar de 6 anos volvidos, para grande tristeza nossa ainda se mantêm as expectativas irrealistas e a maioria dos preconceitos sobre o online dating, ainda que este se tenha transformado com a evolução do próprio smartphone e esteja a evoluir para o mundo offline!

    No final concluímos que talvez estejamos mais desiludidos e frustrados com o online dating enquanto ouvimos dicas sobre como melhorar a nossa experiência de utilizadores e debatemos se a verificação de perfis devia ou não ser obrigatória e quais os riscos e impactos associados, enquanto nos questionamos se haverá dados científicos que mostram a correlação entre o sucesso de uma relação e a altura da outra pessoa? E será que apenas nos mudámos e passámos a utilizar outras redes sociais para o engate? Andamos realmente tod@s a ler Dostoevsky nos tempos livres? E quais os erros mais comuns que os utilizadores cometem nos seus perfis de online dating? E como é que apanhar sempre espinhas nos douradinhos está relacionado com as dating apps?

    Se alguma vez pensaste: “Será que sou eu… ou são as apps?” — este episódio é para ti! Acompanha a Miss Lolita von Tease, o Sargent Picky e a investigadora Rita Sepúlveda na criação do manifesto do swipe consciente, questionando se faz sentido estares nas dating apps, aprendendo a gerires expectativas e criando uma conexão significativa com menos jogos e mais vulnerabilidade.

    Este podcast foi produzido com o apoio da Rádio Metropolitana do Porto, consultoria técnica da Rita Sepúlveda, a edição é de Ana Azevedo, o design e logótipo de Joana Lírio e a voz de Pedro Cadavez.


    Documentário Netflix: Um Longo Terceiro Encontro


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    45 Min.
  • T3.E0. Tinderella Reunion
    Feb 14 2025

    Quem diria? Depois de três anos, aqui estamos nós outra vez!


    Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital está de volta para continuar a conversar sobre online dating e todas as voltas que o amor dá no mundo digital. Desde o nosso primeiro episódio, muita coisa mudou, mas a vontade de encontrar boas conexões e construir um amor continua bem viva. Numa altura em que apenas 41% da população portuguesa está casada (INE, 2022) acreditamos que mais do que nunca devemos debater esta questão.


    Neste episódio falamos dos nossos próprios perfis, partilhamos as nossas bios em diferentes apps, descobrimos apps novas – o Hinge, o 3F e o Linkedin! - e entre encontros falhados, regras de etiqueta, novas tendências e histórias inesperadas discutimos se o online dating se mudou de armas e bagagens para os jantares com desconhecidos e Timelefts desta vida! Debatemos ainda algumas abordagens ao dating como o sex-on-demand, para lá do Netflix and Chill, falamos do aluguer de amigos à hora e discutimos as projeções que fazemos nas pessoas com quem nos cruzamos no mundo digital. No final concluímos que talvez andemos a investir menos e cansarmo-nos mais! Será que no final do dia estamos todos com mais vontade do que disponibilidade? Haverá alguma receita para o sucesso, ou continuamos à espera de um jackpot? Estaremos a deixar passar boas oportunidades sem apostarmos e irmos a jogo?


    Nesta temporada, Miss Lolita von Tease, Miss Carolina von Sweet Trap e o Sargent Picky querem ir mais fundo (salvo seja!), ouvir mais as vossas experiências e testar alguns desafios ousados! Além disso, mudámos de casa — agora podem ouvir-nos na Rádio Metropolitana do Porto à 5.ª feira pelas 22h! Escolhemos o Dia dos Namorados para este aguardado regresso, para que não se sintam tão sozinhos/as! Preparem-se, porque esta temporada promete — e o amor continua à solta!


    Este podcast foi produzido com o apoio da Rádio Metropolitana do Porto , consultoria técnica da Rita Sepúlveda, a edição é de Ana Azevedo, o design e logótipo de Joana Lírio e a voz de Pedro Cadavez.


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    42 Min.