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  • #046 - "Eu não tenho nada" e o tempo da análise
    Feb 26 2026

    No episódio de hoje do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente parte de uma frase aparentemente simples - “eu não tenho nada” - para questionar a pressa de transformar análise em checklist.

    O que está por trás dessa necessidade de prazo?
    O que resiste ao tempo que a elaboração exige?

    Um episódio sobre repetição, ideal, implicação - e sobre o tipo de começo que não é promessa de reinvenção, mas corte que desloca.

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    Se estiver curtindo o "Quem Tem Medo de Psicanálise?", segue o podcast e avalia - isso ajuda muito o projeto a chegar em mais gente.

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    Filme citado: Harry Potter e o Enigma do Príncipe (2009), dirigido por David Yates.

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    31 Min.
  • #045 - Winnicott e a mãe suficientemente boa
    Feb 19 2026

    Hoje a gente entra em Donald Winnicott, não para transformar “mãe suficientemente boa” em regra de parentalidade, nem para oferecer um manual de como começar alguém, mas para encarar uma pergunta que atravessa qualquer história de cuidado: o que permite que alguém não apenas sobreviva… mas se torne sujeito?

    O episódio parte de situações comuns - vínculos que pesam, exigências de perfeição, medo de falhar, separações que doem - para atravessar dependência absoluta, holding e falha tolerável não como jargão técnico, mas como movimentos que moldam o jeito como a gente começa, se diferencia e continua existindo em relação. Entre o cuidado que sufoca e o cuidado que abandona, a questão que insiste é direta: como sustentar uma medida em que o laço não aniquile - mas também não desapareça?

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    Filmes citados:
    Lady Bird (2017), dirigido por Greta Gerwig.
    We Need to Talk About Kevin (2011), dirigido por Lynne Ramsay.

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    27 Min.
  • #044 - Melanie Klein e o que colocamos no outro
    Feb 11 2026

    Hoje a gente entra em Melanie Klein não para explicar teoria das relações objetais, nem para transformar conflito em fantasia, mas para encarar uma pergunta que atravessa qualquer vínculo: o que está realmente em jogo quando o outro começa a ocupar espaço demais dentro da gente?

    O episódio parte de situações comuns - relações que ficam intensas demais, hostis demais ou necessárias demais - para atravessar projeção, introjeção e identificação projetiva não como jargão técnico, mas como movimentos que moldam o jeito como a gente ama, odeia e sobrevive nas relações. Entre o outro que vira perseguidor e o outro que vira sustentação absoluta, a questão que insiste é direta: o que é fato do laço - e o que é mundo interno entrando em cena?

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    25 Min.
  • #043 - Ferenczi e a Ética do Cuidado
    Feb 4 2026

    Hoje a gente entra em Sándor Ferenczi não para defender um jeito “mais humano” de clinicar, nem para relativizar limites, mas para encarar uma pergunta que costuma incomodar quem escuta sofrimento de perto. O episódio parte de situações comuns - quando alguém sofre diante de nós e qualquer gesto parece arriscado - para atravessar a ética do cuidado como um problema, não como solução. Entre o silêncio que se justifica como técnica e o cuidado que se apresenta como virtude, a questão que insiste é direta: em que ponto a intervenção sustenta - e em que ponto ela começa a capturar?

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    29 Min.
  • #042 - Lacan e o "Objeto a"
    Jan 28 2026

    Hoje a gente entra em Lacan não para explicar conceitos, mas para sustentar uma experiência. Partindo da sensação de não entender - da confusão, da raiva e da vontade de desistir - o episódio atravessa a ideia de "objeto a" como aquilo que não se alcança, mas que insiste. Entre respostas que prometem fechar tudo e perguntas que continuam abertas, a questão que fica é simples e incômoda: o desejo não se satisfaz - e talvez seja exatamente isso que o mantém em movimento.

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    28 Min.
  • #041 - A Psicanálise Selvagem
    Jan 21 2026

    No episódio de hoje, a gente fala sobre a psicanálise selvagem - não como caricatura ou erro grosseiro, mas como um risco sempre presente quando a escuta vira pressa. Partindo de uma pergunta simples e incômoda - “então o analista faz o quê?” - o episódio explora o desejo de ajudar, o furor curandis e o ponto em que a boa intenção pode acabar fechando aquilo que precisava de tempo. Entre interpretar cedo demais e sustentar a angústia sem responder, a questão que fica é direta: quando a intervenção abre… e quando ela invade?

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    32 Min.
  • #040 - Autoanálise não é análise
    Jan 14 2026

    No episódio de hoje a gente fala sobre a autoanálise - não para negá-la, mas para situar seus limites. Partindo da frase “eu faço autoanálise há muito tempo”, o episódio explora a diferença entre pensar sobre si e sustentar uma experiência que não se faz sozinho. Entre o espelho que responde e o momento em que ele falha, a pergunta que fica é simples e incômoda: onde a resposta fecha… e onde, finalmente, algo pode começar a se mover?

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    Se estiver curtindo o "Quem Tem Medo de Psicanálise", segue o podcast e avalia, que isso ajuda demais o projeto a crescer! Bora lá?

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    31 Min.
  • #039 - Depois de Freud
    Jan 7 2026

    Neste trigésimo nono episódio do "Quem Tem Medo de Psicanálise?", a gente fala sobre o depois de Freud - não como ruptura ou superação, mas como continuidade que se desloca: um gesto que precisa seguir andando para não virar dogma.

    Abrindo a temporada 2026 do QTMP, o episódio parte do caminho já feito com Freud para perguntar o que acontece quando o mundo muda e o sofrimento muda junto. É nesse ponto que entram Sándor Ferenczi, Melanie Klein, Donald Winnicott e Jacques Lacan - não como respostas prontas, mas como modos diferentes de sustentar a escuta quando aquilo que chega já não cabe nas mesmas formas. Porque, na psicanálise, seguir adiante nunca é abandonar o que veio antes. É levar a sério demais para parar ali.

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    43 Min.