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8 Mundiais: eu estive lá

8 Mundiais: eu estive lá

Von: PÚBLICO
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Oito mundiais de futebol, oito jogos da selecção que pararam o país, de 1966 a 2022. E os protagonistas contam-nos como foi: dos bastidores aos lances que nos fizeram saltar das cadeiras.

Fußball
  • Caneira: com Scolari "estávamos preparados para tudo, para o ballet e para o ringue"
    Jun 30 2026

    O Mundial de 2006 é um dos mais memoráveis para Portugal. Depois do terceiro lugar alcançado em 1966, foi na Alemanha que os portugueses ficaram mais perto de superar essa classificação – chegaram às meias-finais, perderam com a França e, em vez da final, tiveram de se contentar em disputar o jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares com a Alemanha, com a selecção da casa a vencer.

    Até lá chegar, a selecção comandada pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari tinha terminado em primeiro lugar o seu grupo, composto também pelo México, Angola e Irão. Três jogos e outras tantas vitórias. Seguiram-se os Países Baixos e um jogo que ficou para a história como aquele em que mais cartões foram exibidos: 20.

    A “batalha de Nuremberga”, como ficou conhecida a partida, foi ganha pelos portugueses, com um golo de Maniche, que permitiu à selecção seguir para os quartos-de-final, onde teria pela frente a Inglaterra. No duelo com os ingleses o nulo inicial só seria desfeito no desempate por penáltis, com Portugal a festejar no final e a marcar o tal encontro com a França, nas “meias”.

    Na selecção portuguesa ainda liderava Figo, continuava a brilhar Deco e começava a deslumbrar Cristiano Ronaldo, o “menino” de Scolari. Mas, apesar da qualidade dessa selecção portuguesa, o sonho de chegar à final e poder discutir o título de campeão do mundo não deixou de ser apenas uma miragem.

    Este é o quarto episódio do podcast do PÚBLICO 8 Mundiais: Eu estive lá, uma viagem no tempo, pelo passado de todas as selecções de Portugal que chegaram ao Mundial, com sonoplastia de Margarida Adão. O relato é de Rui Miguel Mendonça e a capa de João Mota.

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  • Professor Neca e o Mundial 2002: “O estágio em Macau teve motivações políticas. Não foi ajustado”
    Jun 26 2026

    Era um novo século e, com ele, vinham novas ambições. O futebol português, que no ano 2000 tinha surpreendido no Europeu de Inglaterra, com uma caminhada empolgante até às meias-finais, viajava para a Ásia com expectativas. A bordo, levava uma geração dourada, talhada nos relvados de alguns dos melhores clubes do planeta e já com uma Bola de Ouro para o provar. Mas nesse Mundial distante, emparedado entre Coreia do Sul e Japão, em 2002, também Portugal ficou longe do mínimo exigível.

    Foi um torneio atribulado, com demasiadas peripécias para quem já deveria ter aprendido a lição em Saltillo, em 1986. Desde o injustificável estágio em Macau até à lesão de Luís Figo, passando pela agressão de João Vieira Pinto ao árbitro no jogo com a Coreia, não faltaram justificações para uma prestação que não permitiu sequer ultrapassar a fase de grupos.

    A comitiva regressou a casa sem glória e com a honra beliscada. Com a perfeita noção de que o país dificilmente poderia aceitar tamanho desnorte.

    Desse grupo fazia parte Manuel Gonçalves Gomes, popularizado no futebol como Professor Neca. Era um dos elementos da equipa técnica liderada por António Oliveira e, entre elogios a Pauleta (“O jogador mais inteligente que encontrei”) e agradecimentos a José Mourinho (“Foi ele que me ensinou a estruturar os relatórios de observação”), vai ajudar-nos a perceber o que se passou, no terceiro episódio do podcast do PÚBLICO 8 Mundiais: Eu estive lá, que conta com sonoplastia de Margarida Adão.

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    49 Min.
  • Augusto Inácio: “Um mês antes do Mundial, o médico da selecção diz-me: ‘Tu foste por uma unha negra’”
    Jun 23 2026

    Vinte anos depois dos “Magriços” de 1966, a “Cambada” portuguesa voltou a um Mundial. O México era o destino e Saltillo seria a base. Mas o que aconteceu em Saltillo não ficou em Saltillo.

    Para a história fica um Mundial cheio de problemas a todos os níveis para a selecção portuguesa, desde uma federação com os bolsos fechados e os ouvidos tapados a uma equipa unida pelas reivindicações salariais e quebrada pelo amadorismo da preparação. O que tinha começado com um sonho cumprido em Estugarda acabou como um pesadelo vivido no México, e muita coisa mudou no futebol português.

    Augusto Inácio, um dos grandes laterais-esquerdos do futebol português, esteve lá e conta como foi o antes, o durante e o depois de Saltillo. Já alguma vez ouviram falar do Dias da Areia, em Leça da Palmeira? Foi graças a ele que Inácio recuperou de uma lesão e foi ao Mundial, mas também foi por causa dele que quase falhou a viagem.

    O antigo jogador do Sporting e do FC Porto conta esta história pela primeira vez e muitas outras daquelas longas semanas em terras mexicanas no segundo episódio do podcast do PÚBLICO 8 Mundiais: Eu estive lá, uma viagem no tempo, pelo passado de todas as selecções de Portugal que chegaram ao Mundial, com sonoplastia de Margarida Adão. O relato é de Rui Miguel Mendonça e a capa de João Mota.

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    1 Std. und 11 Min.
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