09 Apresentação Yanomami
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Über diesen Titel
Roraima e Amazonas, Venezuela
Tempo de contato – mais permanente há cerca de 70 anos
Língua Yanomami
Aproximadamente 28 mil (no Brasil)
Os Yanomami, em seus diversos subgrupos que se deslocam e criam suas aldeias
nas florestas do extremo norte do Brasil, talvez sejam o último grande grupo
humano vivendo de forma tradicional e livre, com seu conhecimento, sabedoria e
arte à semelhança de seus ancestrais criados por Omame.
Durante milhares de anos viveram com saúde, desenvolvendo suas tecnologias da
floresta, sem nenhuma dependência do mundo que se agitava e se fechava em
torno de suas aldeias. Referências sobre eles existem em relatos desde o começo
do século XX, mas a pressão dos “nape” – os estrangeiros/inimigos – só chegou de
forma avassaladora e destrutiva nas décadas de 1960 e 1970, os anos de ditadura,
quando o governo decidiu ocupar “o grande vazio” da Amazônia sem enxergar as
populações que ali construíam sua humanidade. Centenas de homens, mulheres e
crianças morreram vítima de epidemias e balas, centenas de quilômetros de rios e
florestas foram e ainda são destruídos pelos garimpos. A grande crise que hoje nos
envergonha já se abateu outras vezes sobre esse povo. E não são essas imagens
de fragilidade e dor que representam o povo Yanomami. Elas revelam a ignorância,
a ganância e a desumanidade dos nape.
Os Yanomami são belos, fortes, sábios. Enfeitam-se de plumas e pinturas de
urucum, cultivando roças e manejando a floresta, construindo casas monumentais
no meio da mata com sua arquitetura fantástica. A alegria das crianças, as grandes
cerimônias rituais, as narrativas e cantos são o legado desse povo que mantém o
céu suspenso com suas pajelanças para o bem de todos nós.
Nagakura-san esteve na aldeia do Demini com Ailton Krenak por duas vezes.
Encantou-se com a sabedoria do povo, com a alegria das crianças e o profundo
conhecimento do grande líder Davi Kopenawa Yanomami.
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